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Teixeira dos Santos quis manter Bandeira na CGD para “ter alguém de confiança no banco”

Filipe Pinhal, ex-administrador do BCP, diz que quem foi “instrumentalizado” não foi a CGD, mas sim os seus dirigentes e outros administradores.

Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 11 de Junho de 2019 às 17:06
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Filipe Pinhal, que foi administrador do BCP, diz ter ficado a saber que era suposto que Francisco Bandeira, ex-gestor da Caixa Geral de Depósitos (CGD), fosse também para o banco privado, além de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara. Só não foi porque o então ministro das Finanças quis que ficasse na Caixa "alguém da sua confiança". 

 

"Eu queria levar o Francisco Bandeira, mas o ministro das Finanças [Teixeira dos Santos] disse-me que tinha que ficar na Caixa alguém da sua confiança", disse Carlos Santos Ferreira a Filipe Pinhal numa conversa telefónica, de acordo com o que o gestor recordou esta terça-feira na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD.

 

"Quem foi instrumentalizado não foi o banco público, mas os seus dirigentes e outros administradores", referiu ainda o ex-administrador do BCP.  

 

Carlos Santos Ferreira foi convidado para ir para a presidência da CGD em agosto de 2005 por Teixeira dos Santos. Foi depois um dos administradores que passou, em 2007, do banco estatal para o BCP, além de Armando Vara e Vítor Fernandes, numa altura marcada pelo chamado "assalto" ao banco privado.

 

Na mesma audição, Pinhal explicou ainda que o Governo, à data liderado por José Sócrates, tinha uma "grande influência na CGD e no BES", numa altura em que os bancos tinham uma quota de mercado de 24% e 18%, respetivamente. Se a estas instituições financeiras se juntasse o BCP, o "governo passava a controlar 60% do mercado de crédito e isso é importantíssimo". 

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