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Trabalhadores da CGD em França reúnem-se com Parlamento e Presidência

A intersindical e a comissão de negociação dos trabalhadores anunciam encontros com a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças e com a Presidência da República. O objectivo é combater para manter a operação.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Junho de 2018 às 15:11
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São Bento e Belém vão ser duas paragens dos representantes dos trabalhadores da sucursal de França da Caixa Geral de Depósitos. Os encontros irão ocorrer esta semana, segundo um comunicado enviado pelas estruturas representativas de funcionários e dos sindicatos às redacções esta segunda-feira, 18 de Junho.

 

Na quarta-feira, a intersindical FO-CFTC, que tem estado a trabalhar com os funcionários em greve da sucursal francesa da CGD, e a comissão de negociação dos funcionários, vão reunir-se dia 20 de Junho com a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa. Já no dia seguinte, a reunião é com a Presidência da República.

 

"As audiências servirão para expor a situação da CGD França, a imprescindibilidade da sua presença junto da imensa comunidade portuguesa em França e o interesse para Portugal da sua manutenção no perímetro do grupo público", sintetizam no comunicado.

 

A sucursal francesa do banco presidido por Paulo Macedo é uma das entidades internacionais do grupo que têm de ser vendidas na sequência por conta do plano estratégico acordado com a Comissão Europeia devido à capitalização que envolveu 3,9 mil milhões de euros estatais.

 

A gestão da CGD tem vindo a defender que pretende negociar com Bruxelas para evitar esta venda: a liderança acredita que faz sentido mantê-la, pela ligação à comunidade de emigrantes. Os trabalhadores têm vindo a lutar contra a alienação, em especial com a greve, mas criticando a postura de Paulo Macedo.

 

"Só tem interesse que operação fique no âmbito da Caixa se servir a comunidade portuguesa, se for sustentável, e se for solidária", já disse o CEO do banco público. A solidariedade é, para Macedo, a compreensão de que o esforço pedido à actividade em Portugal, como redução de pessoal, é mais "exigente" do que na sucursal, onde tal não foi pedido, segundo disse o presidente executivo da instituição financeira.

A Caixa acelerou os processos de venda de Espanha e África do Sul (onde já foram convidados três e quatro interessados, respectivamente, para a apresentação de ofertas vinculativas). 

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