Lucros da Sonae crescem 34% para 98 milhões

A Sonae obteve 98 milhões de euros de lucro no primeiro semestre deste ano, uma subida de 34,2% face a igual período em 2017.
Ricardo Castelo/Negócios
A Sonae indicou que a guerra das promoções no retalho alimentar tem-se intensificado nos últimos meses mas, ainda assim, continua a prever uma subida das vendas. Já no retalho não alimentar, a recuperação da economia deverá dar um impulso às receitas. No caso do segmento de electrónica, por exemplo, as vendas já atingiram 1.000 milhões de euros este ano. Apesar da pressão concorrencial, os analistas do CaixaBank BPI antecipam que esse impacto seja limitado. E mantiveram a Sonae na lista das suas acções preferidas na Península Ibérica, que foi actualizada esta semana. É a única portuguesa nessa lista. Consideram que a acção está barata.
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Pedro Curvelo 22 de agosto de 2018 às 18:47

A Sonae encerrou a primeira metade do ano com lucros de 98 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 34,2% face ao primeiro semestre de 2017, informou esta quarta-feira a empresa co-liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae indica que o volume de negócios aumentou 6,6%, ascendendo a 2.680 milhões de euros. Os maiores contributos pertencem ao retalho alimentar, cujas vendas subiram 7,2%, para os 1.906 milhões.
O resultado operacional bruto (EBITDA) registou um crescimento de 11,1%, fixando-se em 154 milhões de euros.
O resultado indirecto ascendeu a 68 milhões de euros, mais do que duplicando o registado um ano antes, "sobretudo resultante de reavaliações do portefólio, de ganhos de capital da Sonae IM e do valor criado nas propriedades de investimento da Sonae Sierra", assinala a empresa.
O investimento nos primeiros seis meses do ano atingiu os 151 milhões de euros, mais 30 milhões ou 24,8% do que o registado na primeira metade de 2017. Esta subida deveu-se "essencialmente a um maior nível de capex [despesas de capital] da Sonae MC, relacionado com remodelações, e da Sonae IM relacionado com operações de fusão e aquisição".  
A Sonae destaca também a redução da dívida líquida em 95 milhões de euros face a Junho do ano passado, para os 1.324 milhões.
Segundo Ângelo Paupério, citado no comunicado, o segundo trimestre ficou "marcado pelos resultados obtidos no âmbito da gestão de portefólio, com decisivos avanços na preparação do IPO da Sonae MC, com a alienação parcial da participação na Outsystems (detida indirectamente pela Sonae IM) e, sobretudo, pela aquisição de mais 20% da Sonae Sierra numa operação que contribuiu para um maior equilíbrio do nosso portefólio e para o reforço do perfil internacional que se mantém na linha da frente das prioridades estratégicas da Sonae."

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