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A pedido de França, Amazon vai reduzir as vendas nesta Black Friday

França pressiona Amazon e esta cede à pressão. Nesta Black Friday, os produtos da gigante tecnológica não estarão em promoção, de modo a ajudar os lojistas locais a vender.

1.º Amazon: 220,79 mil milhões de dólares
Mike Segar/Reuters
Negócios jng@negocios.pt 20 de Novembro de 2020 às 16:47
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Numa altura em que a Europa luta contra a segunda vaga da pandemia, França lançou um apelo à Amazon. Nesta Black Friday, agendada para 27, 28 e 29 de novembro, a empresa norte-americana não vai promover os seus produtos a preços reduzidos, de modo a que os lojistas nacionais consigam faturar e aumentar as suas receitas abaladas pela covid-19.

Ao contrário do que sucedeu com o comércio local nesta pandemia, as vendas da Amazon dispararam a nível mundial. Com as lojas encerradas, os hábitos de consumo dos cidadãos alteraram-se e as compras online atingiram o seu pico.

De modo a equilibrar as contas, o Ministro das Finanças, Bruno Le Maire, apelou esta semana aos supermercados e empresas digitais, entre as quais a Amazon, para adiarem a data em que realizam a sua Black Friday, uma vez que as lojas locais, depois de dois confinamentos em França, correm o risco de falir.

Depois do apelo francês, o CEO da Amazon France, Frederic Duval, garantiu esta quinta-feira (dia 19 de novembro) que a empresa irá adiar a sua Black Friday para o dia 4 do mês de dezembro. À gigante norte-americana juntam-se outras grandes cadeias como a europeia Carrefour e a francesa Leclerc.

"Decidimos adiar a data da Black Friday, para ajudar os lojistas a reabrir antes do dia 1º de dezembro", disse Duval na televisão citado pela Reuters.

Esta medida surge depois de a Amazon ter gerado diversas controvérsias em território francês, durante a primeira vaga da pandemia. O facto de a empresa ter continuado a vender e de os lojistas não o poderem fazer, por terem de encerrar os seus espaços comerciais, revoltou cerca de 30 mil franceses, que assinaram inclusive uma petição contra esta ocorrência.

A primeira vaga da covid-19 já terminou, contudo, desde o dia 30 de outubro que os franceses se encontram confinados a lutar contra uma segunda leva deste vírus. O governo está atualmente a ser pressionado pelos estabelecimentos locais, que permanecem fechados e sem fontes de receita. Lojistas esperam que as restrições se reduzam ainda no final de novembro, para que os franceses possam realizar as suas compras de Natal e para que o comércio volte a atingir os seus volumes de negócio habituais.

Preocupado com as enchentes e com a falta de distanciamento social, o Ministro das Finanças afirmou esta quinta-feira que um atraso de uma semana na Black Friday ajudaria a uma reabertura mais segura das lojas em França.

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