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CCP: Pedro Siza Vieira dará "mais peso político" à Economia

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços e Portugal (CCP), Vieira Lopes, considera positiva a substituição de Caldeira Cabral por Siza Vieira como ministro da Economia por dar “mais peso político" à pasta dentro do executivo.

Miguel A. Lopes/Lusa
Lusa 14 de Outubro de 2018 às 14:08
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"Caldeira Cabral é uma pessoa com preparação técnica, mas a CCP lamentou em várias ocasiões a falta de peso político do ministro da Economia sempre que era preciso negociar", disse à agência Lusa João Vieira Lopes.

O presidente da CCP reagia assim à remodelação do Governo, que leva à substituição do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, por Pedro Siza Vieira, que já fazia parte do executivo, enquanto ministro Adjunto, cargo que mantém.

"Era previsível que numa primeira remodelação esta pasta fosse alterada", afirmou Vieira Lopes, acrescentando que "na prática, Siza Vieira já era o ministro da Economia, uma vez que os grandes projectos lhe eram atribuídos pelo primeiro-ministro".

Para o presidente da CCP, "o facto de Siza Vieira manter-se como ministro Adjunto é positivo, porque dá mais peso político à Economia nas negociações com o Governo, algo que é muito necessário".

O primeiro-ministro fez hoje a maior remodelação no Governo, envolvendo quatro ministérios, com a substituição, na Defesa, de Azeredo Lopes por João Gomes Cravinho, e na Economia, de Manuel Caldeira Cabral por Pedro Siza Vieira.

O primeiro-ministro propôs ainda as mudanças do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, substituído por Marta Temido, e do ministro da Cultura, pasta em que Graça Fonseca sucede a Luís Filipe Castro Mendes - nomeações já aceites pelo Presidente da República.

Com as mudanças agora operadas, o número de ministros desce de 17 para 16, já que Pedro Siza Vieira passa a ser ministro Adjunto e da Economia.

De referir, ainda, que no XXI Governo Constitucional aumenta o número de ministras de três para cinco.

Graça Fonseca na Cultura e Marta Temido na Saúde juntam-se no executivo liderado por António Costa às ministras da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, da Justiça, Francisca Van Dunem, e do Mar, Ana Paula Vitorino.

Sem contar com o primeiro-ministro, o Governo passa a ter um elenco de 16 ministros, dos quais cinco são mulheres (cuja percentagem aumenta de 18% para 31%).

Em termos de orgânica, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, passa a ser ministro do Ambiente e da Transição Energética, com a inclusão da secretaria de Estado da Energia na sua esfera de competências.

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