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Em vez de Orçamento vem aí o Governo eleitoralista

A maldição da Horta Seca, segundo a qual nenhum ministro da Economia nomeado como independente chega ao fim do seu mandato, voltou a cumprir-se.

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A maldição da Horta Seca, segundo a qual nenhum ministro da Economia nomeado como independente chega ao fim do seu mandato, voltou a cumprir-se. Desta vez a vítima foi Manuel Caldeira Cabral. Dado como remodeláveis nos últimos dois anos, Caldeira Cabral foi resistindo aos inúmeros rumores sobre a sua saída sustentados no seu tíbio poder político. Até agora.
  • António Costa aproveitou a saída de Azeredo Lopes da Defesa para fazer uma remodelação mais profunda que visa preparar o Governo para o embate eleitoral que se avizinha. Tirou da equação outro ministro fragilizado, o da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e substituiu também o da Cultura, Luís Castro Mendes, visto como uma inexistência.
  • A ascensão de Pedro Siza Vieira para a Economia e a escolha de João Gomes Cravinho para a Defesa, assim como a de Marta Temido para a Saúde, mostram que António Costa quer entrar no território da pré-campanha eleitoral sem pontos fracos.

  • Afinal, não é o Orçamento para 2109 que é eleitoralista. Eleitoralista é o Governo que agora sai desta remodelação. E também aqui o primeiro-ministro voltou a surpreender.
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