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Labrador une-se à Devonport e volta a abrir lojas em Portugal

Marca portuguesa volta a ser comercializada após compra em hasta pública por Pinto Basto.

Bruno Simão/Negócios
30 de Maio de 2013 às 00:01

O título "não te mexas, morre e ressuscita" bem podia ser emprestado ao filme sobre a história da Labrador, marca de vestuário masculino portuguesa, que inicia esta semana a sua terceira vida. Criada em Portugal há mais de 20 anos, identificada como estrangeira, patenteada para a Europa, insolvente há dois anos, comprada o ano passado, a Labrador voltou a ser nome de loja aberta, esta semana, em Lisboa.

"Quando a Labrador foi a hasta pública, a minha proposta foi a melhor, fiquei quase espontaneamente com a marca", explica José Luís Pinto Basto, que foi ao leilão sem grandes expectativas. Por quanto? "Por 80 mil euros", quando uma avaliação de um banco nacional a tinha apreciado em três milhões de euros (está patenteada para Portugal, UE e alguns países europeus extracomunitários, e Brasil), explica o CEO e accionista (25%) do The Edge Group.

"Associada à marca, veio o espólio da Labrador", explica José Luís Basto, ou seja, um armazém cheio de roupa da marca criada a lançada por Jorge Mira e por João Pedro Travassos em 1991. Com a venda de um mês do espólio, numa loja improvisada no edifício onde o The Edge Group tem sede em Lisboa, e sem publicidade além do "passa-palavra", o investidor apercebeu-se do que tinha nas mãos. "Recuperei o valor investido" na compra, explica.

Fusão com a Davenport

Sem plano concreto, sem pressas, garante, José Luís Basto admite que o tempo foi passando sem a marca Labrador encontrar nova via. "A minha única intenção era que o legado da marca tinha de ser respeitado", e isso nem sempre foi evidente nas propostas que recebeu durante o ano passado. E que recusou.

"A luz veio com um dos fundadores", afirma Pinto Basto, referindo-se a Jorge Mira, sócio fundador que se tinha afastado do projecto há uns anos, que tinha entretanto desenvolvido a marca Devonport – que chegou a ter uma loja em Londres e que comporta "o conceito original da Labrador", acredita o gestor.

Nos diálogos que tiveram, Pinto Basto e Jorge Mira entenderam que podiam "catapultar" a Labrador se pudessem "juntar, ao conceito, a marca. Juntar à alma da marca confiança e capacidade para desenvolver o negócio". Decidiram então a "fusão da Devonport com a Labrador", criando uma "joint-venture" a 50%- 50% entre os dois gestores, criada em Abril passado.

Está então iniciado o caminho de recuperação da marca Labrador, com uma loja aberta nas Amoreiras e vontade de crescer. Mas com calma. O investimento inicial arranca na casa dos 500 mil euros e a partir daí, "o próprio negócio deverá sustentar o investimento". O plano de partida é ter "mais uma loja no Porto até ao final do ano" e daí "uma por ano, até seis lojas em Portugal", porque consideram os sócios que este é o máximo previsível nesta altura. São nove os postos de trabalho criados por loja.

A ambição de crescer extravasa o território. "Temos a intenção de expandir internacionalmente, mas não queremos dar passos maiores do que o que podemos", assegura.

Certa é contudo a origem da produção dos fatos masculinos Labrador, que a nova entidade irá manter em "outsourcing". "A matéria-prima será nacional e estrangeira, mas a produção será toda feita em Portugal, com mãos-de-obra 100% portuguesa". A última facturação conhecida da empresa Labrador, datada de 2009, foi de cinco milhões de euros.

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