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Construção fecha 2020 a crescer 2,5%

O setor aponta para um aumento da produção no ano passado para 13.739 milhões de euros, com o contributo dos segmentos residencial e de obras públicas.

Em 2019, o investimento em imobiliário atingiu 27,2 mil milhões de euros, sendo      5,4 mil milhões de origem externa.
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Maria João Babo mbabo@negocios.pt 06 de Janeiro de 2021 às 15:09
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O setor da construção terminou 2020 com um crescimento de 2,5%, suportado principalmente pela produção do segmento dos edifícios residenciais, que aumentou 4,5%.

Em comunicado, as duas associações do setor – AICCOPN e AECOPS – salientam que esta atividade que nunca parou apesar da pandemia "tem vindo a demonstrar uma elevada resiliência aos constrangimentos", com os principais indicadores, ao longo dos últimos meses, "a revelarem reiteradamente evoluções favoráveis tendo em consideração a quebra de cerca de 9,3% prevista para o PIB este ano em Portugal".

Segundo adiantam, o investimento (FBCF) em construção e o valor acrescentado bruto (VAB) do setor registaram, respetivamente, variações de 4,3% e 3,2% nos primeiros três trimestres de 2020, em termos homólogos, e o consumo de cimento no mercado nacional ascendia já no final de novembro a 3,3 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 10,9%.

A estimativa das associações é que 2020 tenha terminado com um crescimento de 2,5%, depois de em 2019 ter registado um acréscimo da produção de 6% e em 2018 de 3,5%.

Para o aumento da produção no ano passado o segmento dos edifícios contribuiu com um crescimento de 2,1%, com os residenciais a crescerem 4,5%, enquanto os não residenciais a recuarem 0,5%.

A justificar o crescimento do segmento residencial o setor aponta o contexto de elevada procura nacional e internacional e de taxas de juro historicamente baixas, lembrando que a concessão de crédito para aquisição de habitação cresceu 6,4% nos primeiros 10 meses de 2020, a avaliação bancária da habitação aumentou 4,9% até novembro e o licenciamento de fogos em construções novas em 2019 teve um acréscimo de 18,6%.


Já relativamente ao recuo no segmento dos edifícios não residenciais as associações referem a quebra de atividade nos setores do comércio e do turismo, "não totalmente contrabalançada pelo aumento da procura pública por este tipo de obras".

Quanto ao segmento da engenharia civil destacam os "crescimentos relevantes" até ao final de novembro, quer ao nível dos concursos promovidos quer dos contratos de empreitada celebrados, pelo que "tendo em consideração a duração prevista das obras, estima-se um crescimento de 3% do valor bruto de produção do segmento para 6.389 milhões de euros".

Esperam assim que o valor bruto da produção do setor registe um acréscimo de 2,5%, para 13.739 milhões de euros em 2020, superando as perspetivas de junho que, no cenário mais favorável, apontavam para um crescimento de 0,6% da produção.

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