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Edifícios concluídos e licenciados superam níveis pré-pandemia

Setor da construção com sinais positivos, com número de obras licenciadas e concluídas a bater valores de 2019 no segundo trimestre

O aumento do custo de construção de casas tem sido muito inferior ao verificado no nível de preços da habitação.
Miguel Baltazar
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 10 de Setembro de 2021 às 12:34
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No segundo trimestre do ano foram licenciados 6,5 mil edifícios em Portugal, um número que reflete não só um aumento de 27,1% face ao período homólogo de 2020, mas também uma subida de 9,3% em relação a 2019.

A tendência foi transversal às obras concluídas: foram 3,7 mil, ou seja, cresceram 3,3% na comparação com 2020 e 7,9% face ao mesmo trimestre de 2019, superando também assim os níveis pré-pandemia.

Os dados foram revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas no número de edifícios licenciados, com a Área Metropolitana de Lisboa (+41,8%), o Algarve (+38,4%), o Centro (+33,5%) e a Região Autónoma dos Açores (+30,2%) a destacarem-se no mapa.

Do universo total, 74,1% eram construções novas. A esmagadora maioria destinava-se a habitação familiar (7,1 mil fogos, refletindo um aumento superior a 20% tanto face a 2020 como em relação a 2019). À exceção da Madeira, houve crescimentos em todas as regiões do país neste segmento, com o Algarve à cabeça (+110%), sobretudo devido ao licenciamento de diversos empreendimentos imobiliários em vários municípios, como Lagos, Albufeira, Tavira e Loulé.

Entre abril e junho, o número de edifícios licenciados em construções novas registou um "pulo" de 27,3% em termos anuais homólogos, acompanhado por um crescimento de 25,4% nas obras de reabilitação. Já na comparação com 2019 o licenciamento para novas construções aumentou (+ 14,7%), mas as obras de reabilitação diminuíram (-6,7%).

Com exceção da região do Alentejo (-1,9%), todas as regiões do país registaram um crescimento homólogo no licenciamento para construções novas, com o Algarve (+45,6%), a Área Metropolitana de Lisboa (+39,1%) e o Centro (+36,9%) a evidenciarem-se, de acordo com o INE.

A maioria dos 3,7 mil edifícios concluídos (construções novas, ampliações, alterações e reconstruções) no segundo trimestre também corresponde a construções novas (79,6%), das quais 77% também terão tido como destino a habitação familiar.

Entre abril e junho foram concluídos 4,5 mil fogos em construções novas para habitação familiar, ou seja, mais 7,1% do que no segundo trimestre do ano passado.

Nas estimativas do INE, este crescimento terá abrangido as regiões da Área Metropolitana de Lisboa (+41,9%), Alentejo (+26,9%), Região Autónoma dos Açores (+25,6%), Região Autónoma da Madeira (+18,8%) e Algarve (+12,2%). Já as regiões do Norte e Centro terão observado decréscimos.

No segundo trimestre do ano, a área total construída em Portugal aumentou 11% em termos anuais homólogos e, segundo o INE, com a região Norte a ser a única em contraciclo (-7,8%).

A Madeira registou a variação positiva mais acentuada (+195,6%), para a qual terá contribuído a conclusão efetiva de um edifício não residencial, no Funchal, destinado ao comércio.

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