Construção Licenciamentos para construções novas crescem a dois dígitos no Algarve, Alentejo e Lisboa

Licenciamentos para construções novas crescem a dois dígitos no Algarve, Alentejo e Lisboa

O número de licenciamentos para a construção de edifícios aumentou no arranque de 2018, sobretudo porque são cada vez mais as famílias que querem construir habitação própria.
Licenciamentos para construções novas crescem a dois dígitos no Algarve, Alentejo e Lisboa
Rita Faria 14 de junho de 2018 às 11:52

De acordo com os dados revelados pelo INE, os edifícios licenciados cresceram 2% no primeiro trimestre (face ao mesmo período do ano passado) para um total de 5.100 edifícios, depois da quebra de 1,4% registada no final de 2017.

 

Mas é a subida de 6,3% dos licenciamentos para construções novas que explica este aumento, já que os licenciamentos para reabilitação caíram 20,7%. No licenciamento para construções novas, todas as regiões apresentaram aumentos, com destaque para as regiões do Algarve (13,1%), Alentejo (12,9%) e Área Metropolitana de Lisboa (8,3%). Do total, 70,3% (4.500) destinou-se a habitação familiar, o que traduz um aumento de 29,8% face ao primeiro trimestre de 2017.

 

Considerando todos os tipos de obras e todos os destinos, verifica-se uma elevada concentração do número total de fogos licenciados em obras de edificação num reduzido número de municípios. Os municípios com uma maior variação absoluta foram responsáveis pelo licenciamento de 20,7% do total de fogos no primeiro trimestre de 2018: Porto (10,9%), Vila Nova de Gaia (3,0%), Odivelas (2,3%), Lagos (2,0%) e Leiria (2,5%).

 

Obras concluídas aumentam 20%

 

No mesmo período foram concluídos 3,5 mil edifícios em Portugal, o que representa um aumento de 20% face ao primeiro trimestre de 2017. Destes, 72% correspondeu a construções novas, das quais 69,8% para habitação familiar.

 

Apenas os Açores registaram um decréscimo em termos homólogos no número de edifícios concluídos, de 3,3%. Todas as outras registaram aumentos, com destaque para o Algarve (48,6%), Alentejo (28,5%) e Norte (27%).




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