Empresas Alexandre Soares dos Santos: “O salário mínimo nacional não dá para nada”

Alexandre Soares dos Santos: “O salário mínimo nacional não dá para nada”

O líder da família dona do Pingo Doce acredita que a definição do salário mínimo a pagar aos trabalhadores devia caber às próprias empresas. “Está tudo muito contente neste país porque somos miseráveis e gostamos de ser miseráveis”, referiu.
Alexandre Soares dos Santos: “O salário mínimo nacional não dá para nada”
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo 16 de setembro de 2014 às 14:03

Alexandre Soares dos Santos, antigo líder do grupo Jerónimo Martins, considera que o actual salário mínimo nacional "não dá para nada".

 

"Acho que não se pode pagar às pessoas pouco. Não há ninguém que vá trabalhar com gosto, ganhando pouco. O salário mínimo nacional de 500 ou 520 euros não dá para nada", afirmou esta terça-feira, 16 de Setembro, aos jornalistas.

 

"Está tudo muito contente neste país porque somos miseráveis e gostamos de ser miseráveis. Ninguém percebe que tem de haver incentivo às pessoas para andar para a frente", acrescentou.

 

O também presidente do conselho de curadores da Fundação Francisco Manuel dos Santos acredita que a definição do salário mínimo a pagar aos trabalhadores devia caber às próprias empresas, rejeitando as negociações que decorrem entre o Governo e as centrais sindicais para o seu aumento.

 

"Eu não acredito nestes acordos, nunca acreditei. Cada companhia deve ter a sua política salarial e pagar de acordo com aquilo que pode", reforçou. Para o líder da família dona do Pingo Doce, o maior problema "é a carga fiscal sobre esses salários mais baixos. Isso, sim, é profundamente injusto".

 

Soares dos Santos criticou ainda actuação da concertação social. "Qual concertação? Aquilo é uma desconcertação completa", frisou. O antigo empresário defende que os sindicatos deviam ser "menos políticos" e "trabalhar mais em defesa dos trabalhadores".

 

Em Março deste ano, Alexandre Soares dos Santos já tinha revelado uma posição semelhante à agora apresentada. Nessa altura, pedia ainda a alteração da lei da greve.




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