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Apple e as duras condições de trabalho de quem faz o iPhone

Ausência de condições de segurança, falta de espaço nos dormitórios, excesso de horas laborais. Estas são algumas das realidades nas fábricas chinesas que produzem os produtos da Apple, reveladas por uma investigação do "New York Times".

26 de Janeiro de 2012 às 21:40

Excesso de horas de trabalho, exploração de trabalho infantil, ausência de condições de segurança são exemplos das realidades que acompanham o fabrico de iPads, iPods e iPhones na China, de acordo com uma investigação do “New York Times”.

Mais de metade das entidades com responsabilidade no fabrico de produtos da tecnológica norte-americana violaram, pelo menos, um dos aspectos inseridos no código de conduta todos os anos desde 2007. Uma conclusão de um relatório elaborado pela própria Apple, citado pela publicação norte-americana.

“O que é moralmente repugnante num país, é aceite como prática empresarial noutro. E as empresas beneficiam com isso”, declarou ao jornal Nicolas Ashford, presidente de uma comissão norte-americana de saúde e segurança no trabalho.

Apple só quer “aumentar qualidade do produto”

A empresa admite as falhas – outras empresas também registam uma cadeia de produção com alguns problemas, como o a Dell ou a HP – mas muitas queixas partem dos funcionários e colaboradores. Foram feitas entrevistas a mais de três dezenas de actuais e antigos trabalhadores de empresas que colaboram com a Apple.

Dormitórios totalmente preenchidos e ausência de condições de saúde são outros exemplos de dias de trabalho sem qualidade laboral garantida aos funcionários. Por exemplo, há dois anos, conta o “New York Times”, 137 trabalhadores ficaram feridos ao utilizar um produto venenoso para limpar os ecrãs dos iPhones. Duas explosões em fábricas da empresa também já ocorreram.

“A Apple nunca se preocupou com nada a não ser aumentar a qualidade do produto e descer os custos de produção”, comentou ao “New York Times” Li Mingqi, que trabalhou na Foxconn Technology, uma das mais importantes parceiras de fabrico da tecnológica liderada por Tim Cook.

Por que não mudar de fornecedor?

O “New York Times” contactou a Apple para obter um comentário ao artigo. A empresa não quis comentar.

Já um dos actuais gestores da “maçã” de Sillicon Valley com quem a publicação falou, explicou sob anonimato por que é que parece haver um “olhar cego” perante o trabalho nas fábricas na China.

“Podemos produzir em fábricas mais confortáveis e mais amigas dos trabalhadores, ou podemos reinventar o produto todos os anos e torná-lo melhor, mais rápido, mais barato, o que exige fábricas que parecem más para os padrões americanos. Neste momento, os clientes estão mais preocupados com o novo iPhone do que com as condições de trabalho na China”.

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