Empresas Arábia Saudita confortável com petróleo nos 80 dólares. Preços sobem mais de 1%

Arábia Saudita confortável com petróleo nos 80 dólares. Preços sobem mais de 1%

A Arábia Saudita diz que está confortável com os preços do petróleo acima dos 80 dólares por barril. Uma posição que está a animar as cotações da matéria-prima: estão a subir mais de 1% nos mercados internacionais.
Arábia Saudita confortável com petróleo nos 80 dólares. Preços sobem mais de 1%
Rita Atalaia 18 de setembro de 2018 às 12:55
Os preços do petróleo estão a subir mais de 1% nos mercados internacionais. Isto depois de a Arábia Saudita ter afirmado que está confortável com as cotações da matéria-prima acima dos 80 dólares por barril. 

Neste contexto, o WTI em Nova Iorque sobe 1,26% para 69,71 dólares e o Brent em Londres acelera 1,23% para 79,01 dólares, cada vez mais próximo de regressar ao patamar dos 80 dólares por barril. 

A Arábia Saudita, o maior exportador do mundo de "ouro negro", tem tentado manter os preços abaixo desta fasquia desde o início do ano, sobretudo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter escrito vários tweets em Maio e Junho a pedir à Organização dos Países Exportadores de Petróleo para limitar os preços, refere a Bloomberg. 

Contudo, nas últimas semanas, o ministro do Petróleo saudita e outros altos responsáveis estiveram a discutir o mercado petrolífero com investidores, traders e outros participantes em Londres, Houston e Washington, afirmam fontes próximas do processo à agência noticiosa. Foi durante esses encontros que os sauditas disseram que, embora o reino não queira levar os preços do petróleo a subir acima dos 80 dólares, já não é possível evitar que isso aconteça.

"Os comentários da Arábia Saudita salientam basicamente o risco de curto prazo de que os produtores de petróleo podem ter dificuldades em manter o crude entre 70 e 80 dólares por barril", afirmou Ole Sloth Hansen, responsável pela estratégia de matérias-primas do Saxo Bank. 

O Brent já sobe mais de 11% desde os mínimos de Agosto, numa altura em que os investidores deixaram para trás as sanções aplicadas pelos EUA ao Irão, e que vão entrar em vigor em Novembro. Contudo, a tensão comercial entre o presidente norte-americano e a China pode penalizar as projecções para a procura por petróleo.

Foi hoje anunciado que as exportações de petróleo por parte do Irão afundaram para mínimos de mais de dois anos, mesmo sem que tenham entrado oficialmente em vigor as sanções impostas pelos Estados Unidos.



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