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As "startups" são só uma moda?

A palavra "startup" é ouvida com mais frequência. Mas será que estão a surgir mais empresas jovens?

Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2014 às 20:30
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Aplicações para smartphones, plataformas on-line de vendas e arrendamento de casas através das redes sociais. São histórias que vão ganhando notoriedade e que têm em comum serem "startups". É apenas um fenómeno mediático ou têm surgido em Portugal mais "startups"?

"Sim, cá e no mundo todo. Isto é um fenómeno que está a acontecer ao nível mundial. Cá temos é, ao mesmo tempo, uma discussão nacional sobre empreendedorismo", afirmou João Vasconcelos, fundador e director-executivo da Startup Lisboa, ao Negócios. "Há um fenómeno mundial de dar importância a empresas jovens", porque "pela primeira vez na história da economia uma pessoa pode montar uma empresa com um amigo na garagem e, passado quatro ou cinco anos, valer biliões", acrescentou.

José Fontes, coordenador da Academia dos Empreendedores da ANJE, em declarações por escrito, acredita que não se trata de "uma moda". "O que acontece é que o empreendedorismo passou a ser visto pelos jovens qualificados como uma ‘solução híbrida’, que cruza uma oportunidade de negócio com uma oportunidade de carreira e de realização profissional, em alternativa ao trabalho por conta de outrem", diz.

Não é possível conhecer ao certo o número total de "startups" que foram criadas em 2013. Mas para que se possa ter uma ideia, a Portugal Ventures, o organismo de capital de risco público, investiu no ano passado em 20 startups, num total de 11 milhões de euros, de acordo com fonte deste organismo. E, por esta altura, estão incubadas cerca de 80 empresas na Startup Lisboa, como é o caso da GetSocial e da HomeLovers.

"Fenómeno" veio para ficar no mercado português?

João Vasconcelos acredita que este tipo de realidade empresarial vai manter-se em Portugal, nomeadamente "porque os nossos engenheiros são bons, a preços que uma ‘startup’ pode pagar".

Uma realidade que as grandes capitais europeias, onde estão muitos dos clientes destas empresas, não têm a seu favor devido aos elevados custos de vida. O director executivo da Startup Lisboa salienta ainda que "as grandes empresas já perceberam que a inovação é muito mais ágil, muito mais flexível e muitíssimo mais barata feita por ‘startups’ do que por departamentos internos de investigação e desenvolvimento".

"As ‘startups’ são fonte de inovação para grandes empresas. Por isso, a maior parte das ‘startups’ acaba a ser comprada. A maior parte das pessoas neste prédio [empreendedores incubados na Startup Lisboa] querem ser comprados, não querem ser empresários para o resto da vida naquela empresa", remata.

E esse é o caso da GetSocial, uma "startup" formalmente constituída em Outubro de 2013 e que visa "permitir às lojas proporcionar melhores experiências de shopping aos seus clientes finais". "Na prática, estamos a vender software para lojas", acrescenta Pedro Moura, director operacional.

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