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Aumentos salariais em 2022 deverão ser "ligeiramente" superiores aos deste ano

Estudo da consultora Mercer indica que a tendência de aumento dos salários deverá estender-se a todos os setores de atividade, mas os diretores e chefias intermédias poderão ter um aumento mais ligeiro.

Paulo Duarte
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 15 de Setembro de 2021 às 00:10
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Os aumentos salariais em 2022 deverão ser "ligeiramente" superiores aos registados este ano, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira pela consultora Mercer. A tendência de aumento deverá estender-se a todos os setores de atividade, mas os diretores e chefias intermédias poderão ter um aumento mais ligeiro.

"Os incrementos salariais são indicador de alguma evolução positiva, já que a previsão dos aumentos salariais previstos para 2022 mostram uma ligeira subida, face aos determinados em 2021", lê-se no estudo "Total Compensation 2021", realizado junto de 500 empresas portuguesas de diferentes setores de atividade. 

Em 2021, os aumentos salariais rondaram, em média, os 2%, "com uma variação entre 1,92% e 2,44%, em função dos níveis de responsabilidade". Para o próximo ano, prevê-se "uma ligeira diminuição percentual para alguns dos grupos funcionais como os diretores de primeira linha e as chefias intermédias", enquanto os restantes funcionários deverão ter um aumento maior. 

A maioria das empresas está a ponderar rever salários entre abril e janeiro e 19% estão a estudar a hipótese de vir a fazê-lo durante o mês de março. O desempenho do trabalhador (87%), posicionamento da grelha salarial (62%) e os resultados da empresas (51%) são os fatores determinantes para as empresas reverem salários.

Os benefícios mais atribuídos são o plano de saúde (92%) e o automóvel (89%). Observa-se, no entanto, uma "preocupação renovada" das empresas com a formação dos colaboradores e com apoios à educação (distribuídos por 46% dos inquiridos). A oferta de dias de férias adicionais aos 22 previstos no Código do Trabalho é também uma prática comum entre as empresas (54%).

O estudo revela ainda que 11% das empresas "congelou" salários. "A perspetiva para 2022 é de que este indicador continue a descer, com apenas cerca de 7% das empresas a prever congelar os salários em 2022", diz.
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