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Apenas 10% das empresas admitem avançar com despedimentos ainda este ano

Estudo da consultora Mercer indica que a intenção das empresas portuguesas de reduzir colaboradores é "residual". Por outro lado, 31% querem aumentar o número de colaboradores até ao final do ano.

Paulo Duarte
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 15 de Setembro de 2021 às 00:01
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Apenas 10% das empresas portuguesas admitem avançar com despedimentos ainda este ano, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira pela consultora Mercer. Com a retoma económica à vista, as empresas estão mais otimistas quanto à contratação de novos funcionários e mais de 30% dos inquiridos admitem fazê-lo.

O estudo "Total Compensation 2021", realizado junto de 500 empresas de diferentes setores de atividade, revela que a intenção de reduzir colaboradores é "residual". Apesar de 22% das empresas ainda não ter tomado uma posição quanto ao despedimento ou eventual reforço de pessoal, apenas 10% afirma que pretende reduzir a sua estrutura ainda este ano. 

A "incerteza" mantém-se quando questionadas sobre a intenção de despedir no próximo ano: 41% das empresas portuguesas ainda não se decidiram e 7% admitem taxativamente que vão avançar com uma redução do número de efetivos.

Por outro lado, 31% das empresas nacionais querem aumentar o número de colaboradores até ao final do ano, tendo em conta os sinais de retoma económica proporcionados pelo alívio das restrições e as perspetivas que a economia regresse aos valores pré-pandemia em breve. Já 27% estão a ponderar contratar no próximo ano.

"Os dados observados em 2021 no âmbito do Total Compensation apresentam-se como sinais de uma recuperação positiva da pandemia. A maioria das organizações demonstram agora mais confiança, e assumem a intenção de contratar e de oferecer incrementos salariais aos seus colaboradores", refere Marta Dias, Rewards Leader da Mercer Portugal.
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