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BCP confirma saídas de Cadilhe, Rui Barata e Líbano Monteiro; reduz CA para nove membros (act.)

O BCP confirmou hoje que Miguel Cadilhe, Rui Barata e Líbano Monteiro apresentaram as suas demissões do cargo de administradores, pelo que o CA será reduzido de 13 para nove membros, tendo em conta também a saída de João Talone.

João Mata 08 de Janeiro de 2002 às 18:08
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O Banco Comercial Português (BCP) confirmou hoje que Miguel Cadilhe, Rui Barata e Líbano Monteiro apresentaram a sua demissão do cargo de administradores, pelo que o Conselho de Administração (CA) será reduzido para nove membros, tendo em conta também a saída de João Talone.

O banco liderado por Jardim Gonçalves disse em comunicado que recebeu «as renúncias apresentadas por Pedro Líbano Monteiro, Miguel Ribeiro Cadilhe e Rui Amaral Barata aos cargos de membros» do CA.

Fonte próxima do BCP [BCP] já havia adiantado ao Negocios.pt que Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças no Governo liderado por Cavaco Silva, havia apresentado a sua demissão «em solidariedade com Pedro Líbano Monteiro que se demitiu ontem».

A maior instituição bancária nacional cotada em Bolsa não adiantou quais os motivos que levaram à demissão dos três responsáveis, mas rumores de mercado apontavam hoje para a existência de discordância sobre questões contabilísticas no seio do grupo.

Segundo um outro comunicado divulgado hoje pelo BCP, os resultados líquidos do banco serão inferiores em 2001 aos registados no ano anterior, devido à contabilização de custos extraordinários relacionados com encerramento de sucursais e despedimentos de pessoal.

Em Dezembro, João Talone, que representava o BCP na seguradora Eureko como presidente executivo da mesma, também abandonou a administração do BCP alegando «razões pessoais».

Como consequência daquela demissão, o BCP perdeu a liderança da Comissão Executiva da seguradora pan-europeia, apesar de Jardim Gonçalves ter assumido o cargo de presidente não-executivo do Conselho de Administração da Eureko.

BCP considera nova dimensão do CA «adequada»

Em comunicado, o BCP sublinhou que o CA «assume a dimensão de nove elementos», a mesma que apresentava antes das fusões efectuadas com os Bancos Português do Atlântico, Mello e Sotto Mayor.

O BCP considerou que este novo número é «o adequado a uma instituição da dimensão e configuração do BCP, após o processo de reestruturação e redimensionamento conduzido nos últimos dois anos».

O alargamento do CA do BCP para 13 membros havia resultado da integração de três administradores do BPA e um do Banco Mello.

«A estrutura interna encontra-se agora adequada para fazer face aos desafios de crescimento e rendibilidade do BCP», acrescentou ainda o banco.

Dos nove membros que ocupam cargos no Conselho de administração do BCP, três exercem funções executivas no exterior, nomeadamente Francisco Lacerda, «em dedicação exclusiva na Polónia», e ainda Christopher de Beck e António Castro Henriques, a tempo parcial no Conselho Executivo da seguradora Eureko.

As acções do BCP encerraram a perder 2,68% para os 4,35 euros.

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