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BES investe cerca de 200 milhões de euros na Ongoing

O Banco Espírito Santo (BES) investiu cerca de 200 milhões de euros em fundos deprivate equity e market capital da Ongoing, avança hoje o "Público". Esta aplicação surge depois de, na semana passada, também a Portugal Telecom ter investido na empresa liderada por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora.

Negócios negocios@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 10:13
O Banco Espírito Santo (BES) investiu cerca de 200 milhões de euros em fundos deprivate equity e market capital da Ongoing, avança hoje o “Público”. Esta aplicação surge depois de, na semana passada, também a Portugal Telecom ter investido na empresa liderada por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora.

"Todas as nossas aplicações foram submetidas ao comité de investimentos do banco", disse ao jornal referido fonte oficial do BES, quando confrontada com a "injecção" de liquidez entre 180 e 200 milhões de euros em veículos de capital risco detidos pela Ongoing International (o braço financeiro da Rocha dos Santos Holding, da família de Nuno Vasconcellos, e que detém 49,9% da Ongoing SGPS).

O mesmo responsável escusou-se a tecer outros comentários sobre a operação envolvendo a Ongoing, accionista do BES com uma posição não qualificada (inferior 2%).

Fica por esclarecer se as verbas aplicadas nos veículos da Ongoing, e tendo em conta a sua natureza de hedge funds, vão ser canalizadas para a compra da Media Capital, acrescenta o “Pùblico”.Ao aplicar verbas nas sociedades de private equity geridas e detidas pela Ongoing, o BES permite a Nuno Vasconcellos utilizar esses veículos para se posicionar em futuros investimentos sem necessidade de se endividar directamente junto da banca. Recorde-se que a Ongoing contraiu no ano passado um financiamento junto do grupo liderado por Ricardo Salgado no valor de 196,8 milhões de euros.

Este investimento segue-se, de resto, ao da Portugal Telecom. De acordo com uma notícia publicada na semana passada pelo Negócios, a PT entrou em fundos geridos pela Ongoing com um investimento de 75 milhões de euros através dos seus fundos de pensões.

A operadora garantiu na altura que o valor investido não serviu para financiar a compra por parte da Ongoing de uma posição na Media Capital.

Já esta semana a Ongoing garantiu que tem capacidade financeira suficiente para comprar sozinha a participação de 35% da Media Capital, assegurando não ter recebido qualquer investimento da Portugal Telecom ou de empresas do universo da operadora de telecomunicações.

No entanto, ainda ontem a CGD, que controla 7,28% da operadora, questinou (segundo avançou também o Público) os investimentos de 75 milhões de euros feitos pela Portugal Telecom (PT) em fundos geridos pela Ongoing.

Segundo a mesma fonte, a CGD entende que as aplicações que foram canalizadas pela PT Prestações (PTP) deveriam ter passado pelo crivo do comité de investimentos da empresa, o que não aconteceu.

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