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Caso Yupido fechado com empresa isenta de todas as acusações

A empresa portuguesa que em 2017 registava um capital social de 29 mil milhões de euros, sem apresentar qualquer produto ou atividade, viu a investigação de que era alvo encerrada sem qualquer consequência.

Negócios jng@negocios.pt 06 de Agosto de 2019 às 11:46
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A Yupido captou as atenções em 2017 pela dimensão do seu capital social: 29 mil milhões, o maior do país, sem, contudo, ter qualquer produto lançado ou atividade pública. O Ministério Público abriu um inquérito mas este fecha agora sem ter constituído qualquer arguido, avança o Dinheiro Vivo.

"O nosso capital social podia ser igual ao PIB português que isso não era crime", defendeu, em declarações feitas no início do ano à SIC, um dos fundadores da empresa, Torcato Jorge.

O capital social de cerca de 29 mil milhões de euros, baseado na avaliação de ativos intangíveis, levantou questões em 2017 depois de conhecido, através de discussão no Twitter. Este terá sido constituído na sequência de um aumento de capital ocorrido no ano passado e que se veio somar aos 243 milhões de euros de capital inicial quando a empresa foi criada em 2015. 

Esta avaliação terá tido em consideração um "algoritmo" usado pela empresa no desenvolvimento de uma "plataforma digital inovadora" e pela qual o revisor oficial de contas, António Alves da Silva, disse na altura assumir a "responsabilidade" e "razoabilidade."

Ainda em 2017, Torcato Jorge assegurou ao Jornal Económico, que o primeiro grande serviço iria ser lançado "a nível mundial" em 2018, e isso justificaria a contratação de "cerca de 206 pessoas". Ao mesmo tempo, estaria a ser preparado o registo de 42 patentes. No início deste ano, Torcato Jorge voltou a afirmar, à SIC, de que era uma "certeza" e "inevitável" que o negócio viesse a funcionar.  Contudo, atualmente a Yupido continua sem apresentar qualquer produto ou serviço, informa ainda o Dinheiro Vivo.

A Yupido, sediada nas Torres de Lisboa, é liderada por Hugo Martins e tem três fundadores, também com cargos na companhia: Cláudia Alves, Torcato Jorge e Filipe Besugo, de acordo com informações no site da empresa. São também estes três membros que, segundo o Eco divulgou na altura, distribuem o capital da empresa entre si: 69,9%, 29,13% e 0,96% respetivamente.

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