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Dona Antónia a premiar desde 1988

O prémio tem sido entregue todos os anos a mulheres que se destaquem na sociedade portuguesa, tanto nos negócios como em projectos de responsabilidade social.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 14:21

Prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira foi criado para distinguir mulheres que, à imagem da própria empresária dos vinhos do século XIX, se tenham destacado no mundo dos negócios. Desde 1989 que os descendentes da "Ferreirinha" e a Sogrape Vinhos instituíram o galardão que, segundo anunciou a casa vinhateira na altura, "em alguns casos constitui a consagração de uma obra realizada e noutro servirá de estímulo a empreendimentos em curso".


O prémio poderia ser atribuído a empresárias ou gestoras do sector privado, "alunas de MBA, licenciadas ou possuidoras de mestrado na área de gestão". Ao longo dos anos, foram contempladas figuras do mundo empresarial e da vida pública como Isabel Mota, antiga secretária de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, Estela Barbot, ex-conselheira do FMI, Maria Barroso, Graça Viterbo, Mafalda Mendes de Almeida ou Purificação Tavares.


Dona Antónia, era conhecida por ser uma "mulher de armas". Pouco antes de morrer, com 84 anos, continuava a visitar as quintas e a receber os netos e bisnetos no Douro. As premiadas têm sido também mulheres que se destacaram na sociedade portuguesa. A primeira, em 1988, foi Maria do Rosário Teixeira, empresária do ramo automóvel - um galardão entregue por Maria Barroso, que seria ela própria premiada em 2000.


Em 1995, foi premiada Isabel Mota que tinha sido secretária de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, um galardão entregue a 12 de Dezembro do ano seguinte por Maria José Ritta, esposa do então Presidente da República, Jorge Sampaio. Estela Barbot recebeu o prémio em 1998 e a designer Graça Viterbo em 2001. Em 2004, seria a vez de Mafalda Mendes de Almeida, fundadora da Mandala, ser agraciada com o galardão. Já Maria da Purificação Tavares, líder das clínicas CGC Genetics, que se têm destacado na investigação genética em Portugal, levou para casa o prémio D. Antónia em 2006, entregue nesse ano por Eunice Muñoz.


Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, foi consagrada na edição de 2007, a maestrina Joana Carneiro venceu no ano de 2009. As duas últimas vencedoras foram Leonor Beleza, ex-ministra da Saúde e presidente da Fundação Champalimaud, em 2010, e Raquel Seabra, consultora do Boston Consulting Group em 2011. O galardão de 2012, entregue há um ano, foi para Maria do Carmo Fonseca, professora catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Directora do Instituto de Medicina Molecular.


O júri é presidido por Artur Santos Silva e integra representantes dos herdeiros de Dona Antónia, os presidentes da Associação Comercial do Porto e da Associação Empresarial de Portugal, e dois convidados. A cerimónia de atribuição do prémio relativo a 2013 terá lugar no próximo dia 16 de Julho.

 

 

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