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Estoril-Sol reduz lucros em 16% para 12 milhões

O grupo Estoril-Sol reportou um lucro de 12 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma quebra de 16,4% face ao mesmo período do ano passado.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Novembro de 2019 às 17:27
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O grupo Estoril-Sol registou lucros atribuíveis aos acionistas da empresa-mãe de 12,03 milhões de euros entre janeiro e setembro, o que corresponde a um recuo de 16,4% face aos 14,41 milhões de euros do mesmo período do ano passado.

 

Já as receitas brutas combinadas do grupo (jogo físico [territorial] e online) ascenderam a 171,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, tendo registado um crescimento global de 2,6%.

 

As receitas geradas pelo jogo físico recuaram 2,6% e ascenderam a 143,1 milhões de euros, tendo caído em todos os casinos do grupo Estoril Sol, com especial relevância no Casino do Estoril e no Casino da Póvoa.

 

Em contrapartida, as receitas do jogo online cresceram 39,8%, impulsionadas pelas apostas desportivas, e totalizaram 28,8 milhões de euros, indicou o grupo no comunicado das contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Deduzindo o Imposto Especial de Jogo, as receitas de jogo totais do grupo traduziram-se em 83 milhões de euros, um crescimento de 3,3% face aos 80,3 milhões de euros alcançados nos primeiros nove meses do ano passado. "A receita líquida de jogo continua a ser negativamente influenciada pela aplicação da tabela das contrapartidas mínimas anuais no caso concreto do Casino da Póvoa e pela particularidade relacionada com a tributação das apostas desportivas cuja base de incidência do imposto é o valor apostado e não a receita bruta (valor apostado deduzido de prémios pagos) como nas restantes modalidades de jogo, seja ele territorial ou online", explica a Estoril-Sol.

 

Por seu lado, o EBITDA do grupo recuou 1% face a igual período do ano anterior e ascendeu a 31,1 milhões de euros.

 

Já o investimento do grupo – que ascendeu a 1,7 milhões de euros – continuou alinhado com anos anteriores, "embora tenha registado uma ligeira diminuição, sobretudo no Casino do Estoril e Lisboa, cuja concessão de jogo termina em dezembro de 2020", sublinha o comunicado das contas.

 

O grupo destaca ainda o "esforço concertado de equilíbrio financeiro e menor dependência de terceiros", o que o tem levado a" reduzir sucessivamente o seu passivo bancário, tendo dessa redução resultado uma diminuição significativa dos encargos financeiros". "No final de setembro de 2019, o balanço do grupo já não evidencia a existência de passivo bancário, o que se reveste de especial importância dada a proximidade do fim da concessão de jogo do Estoril", frisa o documento.

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