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Galp enfrenta concorrência de seis grupos na aquisição da Gás Brasiliano

A Galp que vai concorrer em parceria com a brasileira Petrobrás à compra da Gás Brasiliano, uma empresa do segmento de gás natural de São Paulo detida pela italiana ENI, vai enfrentar concorrência de outros seis grupos.

30 de Setembro de 2005 às 15:23

A Galp que vai concorrer em parceria com a brasileira Petrobrás à compra da Gás Brasiliano, uma empresa do segmento de gás natural de São Paulo detida pela italiana ENI, vai enfrentar concorrência de outros seis grupos.

Além do consórcio luso-brasileiro, também a espanhola Gás Natural, a argentina Arecco, a belga Suez, a colombiana Promigas, além das brasileiras Comgás, antiga estatal de São Paulo e a Gasmig, do estado de Minas Gerais estão interessadas naquele activo da ENI, segundo a imprensa brasileira. A Petrobrás detém 40% das Gasmig.

Os italianos da ENI querem desfazer-se também do negócio de distribuição de gás natural no Brasil, depois de terem vendido, ainda este ano, a sua rede de combustíveis em território brasileiro com a sigla Agip para a Petrobrás.

Ontem, fonte oficial da Petrobrás confirmou ao Jornal de Negócios Online que a parceria entre a Galp e a Petrobrás para a aquisição da Gás Brasiliano estava fechada.

Este foi o resultado da visita, este mês, do presidente executivo da Galp Energia ao Brasil. No encontro, Marques Marques Gonçalves, acompanhado dos administradores João Pedro Brito e André Palmeiro Ribeiro avaliaram eventuais parcerias técnicas, designadamente em exploração, produção e fornecimento de petróleo.

Além disso, o gestor português aproveitou para solicitar o interesse da Petrobrás na compra da participação da ENI no capital da Galp.

É que o Governo português tem entre mãos um verdadeiro embaraço. Precisa arranjar um comprador para a posição de 33,34% da ENI até 31 de Outubro, senão corre o risco de italiana exercer o seu direito de ficar com mais de 40% do capital da Galp, assumindo-se como o maior accionista da empresa portuguesa à frente do accionista Estado.

Esse direito que a ENI tem foi facilitado pelo facto da Galp não ter ido para a Bolsa, conforme estava previsto no contrato inicial entre a italiana e o Estado português. Ontem, em conferência de imprensa, o novo ministro da Economia, garantiu o interesse do capital da Galp ser disperso em Bolsa.

Fonte oficial da Petrobrás, em nome do director da área internacional, Nestor Cerveró, disse, ontem, que começaram "conversas" para a entrada da Petrobrás no capital da Galp mas não estava definido. "Certa é a parceria para a Gás Brasiliano", afirmou.

*Correspondente em São Paulo

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