Galp enfrenta concorrência de seis grupos na aquisição da Gás Brasiliano
A Galp que vai concorrer em parceria com a brasileira Petrobrás à compra da Gás Brasiliano, uma empresa do segmento de gás natural de São Paulo detida pela italiana ENI, vai enfrentar concorrência de outros seis grupos.
A Galp que vai concorrer em parceria com a brasileira Petrobrás à compra da Gás Brasiliano, uma empresa do segmento de gás natural de São Paulo detida pela italiana ENI, vai enfrentar concorrência de outros seis grupos.
Além do consórcio luso-brasileiro, também a espanhola Gás Natural, a argentina Arecco, a belga Suez, a colombiana Promigas, além das brasileiras Comgás, antiga estatal de São Paulo e a Gasmig, do estado de Minas Gerais estão interessadas naquele activo da ENI, segundo a imprensa brasileira. A Petrobrás detém 40% das Gasmig.
Os italianos da ENI querem desfazer-se também do negócio de distribuição de gás natural no Brasil, depois de terem vendido, ainda este ano, a sua rede de combustíveis em território brasileiro com a sigla Agip para a Petrobrás.
Ontem, fonte oficial da Petrobrás confirmou ao Jornal de Negócios Online que a parceria entre a Galp e a Petrobrás para a aquisição da Gás Brasiliano estava fechada.
Este foi o resultado da visita, este mês, do presidente executivo da Galp Energia ao Brasil. No encontro, Marques Marques Gonçalves, acompanhado dos administradores João Pedro Brito e André Palmeiro Ribeiro avaliaram eventuais parcerias técnicas, designadamente em exploração, produção e fornecimento de petróleo.
Além disso, o gestor português aproveitou para solicitar o interesse da Petrobrás na compra da participação da ENI no capital da Galp.
É que o Governo português tem entre mãos um verdadeiro embaraço. Precisa arranjar um comprador para a posição de 33,34% da ENI até 31 de Outubro, senão corre o risco de italiana exercer o seu direito de ficar com mais de 40% do capital da Galp, assumindo-se como o maior accionista da empresa portuguesa à frente do accionista Estado.
Esse direito que a ENI tem foi facilitado pelo facto da Galp não ter ido para a Bolsa, conforme estava previsto no contrato inicial entre a italiana e o Estado português. Ontem, em conferência de imprensa, o novo ministro da Economia, garantiu o interesse do capital da Galp ser disperso em Bolsa.
Fonte oficial da Petrobrás, em nome do director da área internacional, Nestor Cerveró, disse, ontem, que começaram "conversas" para a entrada da Petrobrás no capital da Galp mas não estava definido. "Certa é a parceria para a Gás Brasiliano", afirmou.
*Correspondente em São Paulo