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Governo está a concluir solução que irá estender maturidades das moratórias para setores mais afetados

O ministro da Economia revelou esta quarta-feira no parlamento que a solução deverá passar por "o Estado poder garantir uma parte do crédito sob moratória, para permitir estender os prazos de reembolso".

O Ministério da Economia, tutelado por Siza Vieira, não quis comentar os fracos resultados da linha de crédito.
Tiago Petinga
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 05 de Maio de 2021 às 11:33
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O Governo está a concluir, com a União Europeia e o Banco de Portugal, o desenho de uma solução para as moratórias bancárias, que será destinada apenas às empresas dos setores mais afetados pela pandemia, como o turismo, a restauração, o comércio e a indústria transformadora. 

Em audição no parlamento esta quarta-feira, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, revelou que está a ser preparado "algum apoio ao fim das moratórias bancárias" para estes setores, que deverá passar pela "capacidade de o Estado poder garantir uma parte do crédito sob moratória, para permitir estender os prazos de reembolso destes créditos e permitir assegurar alguma carência para que as empresas não concentrem o seu cash flow no reembolso de dívidas". 

Questionado pelos deputados do PSD sobre o alcance da medida, Siza Vieira ressalvou que, "para a maior parte das empresas portuguesas, cerca de 80%, as moratórias foram apenas uma forma de reforçar a sua poupança". Até setembro, as empresas deverão poupar cerca de 11 mil milhões de euros em serviço de dívida por causa das moratórias, calculou o ministro da Economia. "Para muitas delas, isto foi um fôlego adicional e retomar o serviço da dívida não vai constituir grande problema". 

Na visão do Governo, "o problema está nos setores mais afetados". Para esses, o Governo está "a concluir com a União Europeia e com o Banco de Portugal o quadro em que o Estado poderá apoiar a extensão das maturidades" em setores como turismo, restauração, comércio e alguns segmentos da indústria transformadora. 

"Penso que o ideal para estas empresas é poderem estender o prazo das suas dívidas. Terem pelo menos 18 meses ou dois anos de carência a partir do final das moratórias. E entendo que o Estado deve estar disponível para garantir uma parte deste crédito prorrogado, para dar um incentivo ao sistema bancário para poder melhor gerir esta situação", ressalvou o ministro.

Siza reconheceu que "é preciso dar previsibilidade às empresas sobre o cenário futuro", mas não quis apontar um horizonte temporal para o anúncio da medida, adiantando apenas que o Governo acredita que "poderá anunciar a solução a breve trecho". 

"Estou confiante de que vamos dar uma boa resposta a isto", concluiu.

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