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Há oito interessados na privatização da ANA (act.)

A Parpública, empresa que gere as participações do Estado, informou em comunicado que recebeu "oito manifestações de interesse".

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 09:44
"No âmbito do processo de privatização da ANA – Aeroportos de Portugal, a Parpública recebeu oito manifestações de interesse, traduzidas em idêntico número de propostas não vinculativas, provenientes de consórcios ou grupos interessados na aquisição do capital social da empresa gestora do sector aeroportuário", pode ler-se no comunicado.

Conforme o Negócios noticiou na quarta-feira, a corrida à privatização da ANA concentrou as atenções de vários grupos sul-americanos. Entre os interessados que apresentaram propostas não vinculativas contam-se os brasileiros da CCR, os colombianos da Odinsa e os argentinos da Corporación América.

Segundo apurou o Negócios, a Odinsa, grupo de infra-estruturas que gere, entre outros, o aeroporto de Bogotá, lidera um consórcio no qual a Mota-Engil tem uma participação minoritária. A construtora já tinha afirmado que entraria no processo caso tivesse um parceiro adequado. Recorde-se que o único candidato que foi aceite para a TAP tem por trás interesses colombianos, do empresário Germán Efromovich.

A CCR, por seu lado, avança também com uma proposta, mas sem a Brisa no seu agrupamento, como foi quarta-feira anunciado pela concessionária do grupo Mello em comunicado. Este era um dos poucos consórcios que tinham sido formalmente anunciados para entrar no processo.

Por sua vez, os argentinos da Corporación América estavam ontem a terminar a sua proposta. Fonte oficial do grupo disse ao Negócios que o interesse da empresa, que gere 49 aeroportos na América Latina a Europa, iria concretizar-se, mas não adiantou mais detalhes.

Quanto à Teixeira Duarte e a Ferrovial, que também anunciaram o seu interesse na privatização nos últimos meses, não foi possível confirmar na quarta-feira se o consórcio entregou proposta não vinculativa.

Também o operador que gere o aeroporto de Frankfurt, a Fraport AG, e os fundos de infra-estruturas australianos IFM já deixaram claro que estavam interessados na privatização. Outras entidades podem também entrar na corrida à compra dos aeroportos nacionais, entre os quais os fundos de infra-estrutura Global Infrastructure Partners LLC, os fundos de infra-estrutura Macquarie e fundos de pensões norte-americanos.

A venda da ANA deverá ser faseada, implicando em primeiro lugar a concessão dos aeroportos e só depois a transferência dos activos. O Governo continua a acreditar que será possível ter uma parte do encaixe ainda este ano, um montante importante para abater à dívida pública.

No entanto, o Eurostat já veio mostrar as sua reservas em aceitar o tipo de negócio que o Governo está a desenhar para a alienação da ANA.

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