Empresas IKEA espera 6 milhões de clientes na primeira loja na Índia

IKEA espera 6 milhões de clientes na primeira loja na Índia

A marca sueca vai abrir a sua primeira loja na Índia esta quinta-feira, num investimento de cerca de 125 milhões de euros.
IKEA espera 6 milhões de clientes na primeira loja na Índia
Reuters
Negócios com Bloomberg 08 de agosto de 2018 às 12:53

Mais de 12 anos depois de ter começado a olhar para o mercado indiano, a Ikea vai abrir a sua primeira loja neste país asiático esta quinta-feira, 9 de Agosto, tentando tirar partido da classe média com maior crescimento em todo o mundo, avança a Bloomberg.

A loja, situada nos arredores de Hyderabad, a quarta maior cidade da Índia, tem quase 40 mil metros quadrados e contará com cerca de 7.500 produtos, dos quais mil estarão à venda por menos de 200 rupias (cerca de 2,5 euros). Ali, são esperados 6 mil clientes por ano.

Segundo a agência noticiosa, esta é apenas a primeira de 25 lojas que a fabricante sueca de mobiliário pretende abrir naquele país, incluindo nas cidades de Bombaim, Bangalore e Nova Deli, até 2025.

No entanto, o interesse da Ikea naquela região não se esgota na Índia, estando a marca sueca a planear a sua entrada também nas Filipinas e no Vietname assim como a abertura de mais lojas em Banguecoque, na Tailândia.

"O ritmo de abertura de lojas na Índia vai intensificar-se", afirma Harminder Sahni, fundador e director da Wazir Advisors em Gurugram, perto de Deli, acrescentando que a empresa passou mais de uma década a estudar o mercado para garantir o seu sucesso naquela região. "A Ikea nunca falhou; nunca fechou uma única loja na sua história".

A Ikea, que investiu mais de 10 mil milhões de rupias (cerca de 125 milhões de euros) para entrar na Índia, está a contar com estes novos mercados dos países em desenvolvimento para contrariar a estagnação das vendas e a crescente concorrência de retalhistas online como a Amazon nos mercados estabelecidos. Segundo a Bloomberg, a marca de mobiliário não abriu nenhuma nova loja na Suécia no ano passado.

Ainda assim, e apesar de a Índia ter taxas de crescimento mais elevadas do que Singapura, Japão e Coreia do Sul, o país tem elevados níveis de pobreza e de desigualdade, o que poderá colocar desafios adicionais à marca de mobiliário.




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