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Lucro da Greenvolt cresce 17% no semestre para 1,2 milhões de euros

Energética mais do que triplicou o resultado antes de juros, impostos depreciações e amortizações. Receitas aumentaram 170%.

João Manso Neto lidera a Greenvolt desde março de 2021. Conduziu a entrada da empresa na bolsa de Lisboa há um ano.
João Manso Neto, CEO da Greenvolt. Bruno Colaço
Hugo Neutel hugoneutel@negocios.pt 06 de Setembro de 2022 às 17:41
A Greenvolt registou um resultado líquido de 1,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, numa subida de 17% face ao período homólogo.

A informação avançada pela empresa em comunicado mostra também que as receitas cresceram 170% para 113,3 milhões de euros, contribuindo para mais do que triplicar o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que aumentou 248% para 36,8 milhões de euros.

O CEO João Manso Neto afirma no documento que os resultados são "alicerçados na unidade de negócio de biomassa residual e no reforço do investimento nas áreas com maior potencial de crescimento, como sejam o desenvolvimento de projetos solares fotovoltaicos e eólicos, bem como a geração distribuída".

Manso Neto sublinha que no terceiro trimestre "a Greenvolt concretizou dois marcos muito importantes: por um lado concretizou com enorme sucesso uma operação de aumento de capital de 100 milhões de euros, que lhe permitirá acelerar o seu plano de crescimento e, por outro lado, formalizou a primeira operação de venda de ativos solares e eólicos, na Polónia, a uma das maiores utilities europeias, a Iberdrola, o que, também em termos de resultados financeiros, abre boas perspetivas para a segunda metade de 2022".

A energética tem em operação e construção um total de 229 MW, sendo que o "pipeline" de projetos de desenvolvimento de energia solar fotovoltaica e eólica ascende a 6,7 GW, com 2,9 GW em fase avançada até ao final de 2023, o que representa um crescimento de 45% face ao final de 2021.

Em projetos de geração distribuída, "solução óbvia para reduzir a fatura energética", foram instalados 17,2 MWp, registando-se encomendas para 77,7 MWp em Portugal e Espanha.

No primeiro semestre a Greenvolt emitiu dois empréstimos obrigacionistas, num total de 85 milhões de euros.

A Greenvolt lembra que "o segundo trimestre continuou a ser marcado pela guerra na Ucrânia e pelas consequências significativas nos mercados energéticos, nomeadamente nos preços do gás e da eletricidade", realçando que a Comissão Europeia reagiu apresentando o programa REPowerEU, para tentar reduzir rapidamente a dependência europeia de combustíveis fósseis russos.

O plano europeu, considera a empresa, "vem confirmar a bondade das opções estratégicas da Greenvolt centradas no desenvolvimento projetos de energia solar fotovoltaica e eólica e do consumo descentralizado".

A Greenvolt opera no segmento da produção de energia elétrica através de biomassa exclusivamente proveniente de resíduos. Em Portugal, detém cinco centrais de biomassa residual florestal, com uma capacidade instalada de cerca de 100 MW. Tem também uma participação maioritária na TGP, uma central no Reino Unido que utiliza apenas resíduos lenhosos urbanos.
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