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Maria Luís Albuquerque mantém confiança política em Joaquim Pais Jorge

O secretário de Estado do Tesouro, que terá proposto ao Estado português em 2005 a compra de produtos financeiros que ficariam escondidos do défice, considera ter condições para se manter no cargo.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Agosto de 2013 às 13:19
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O secretário de Estado do Tesouro, que terá proposto ao Estado português em 2005 a compra de produtos financeiros que ficariam escondidos do défice, considera ter condições para se manter no cargo.

 

A ministra da Finanças, Maria Luís Albuquerque, mantém a confiança política em Joaquim Pais Jorge, secretário de Estado do Tesouro, que alegadamente terá tentado vender instrumentos financeiros que “maquilham” contas públicas.

 

“Obviamente discuti [o artigo] com a senhora ministra das Finanças e, uma vez que mantenho o seu apoio, penso que tenho as condições necessárias para o exercer”, disse Pais Jorge no “briefing” regular do Governo

 

“A ministra, que me convidou para o lugar, conhecia o meu percurso e tê-lo-á transmitido ao senhor primeiro-ministro”, acrescentou.

 

Sobre o artigo da “Visão”, que esta semana revelou esta proposta de negócio, o secretário de Estado nega quaisquer “responsabilidades relativamente à concepção, elaboração e negociação sobre os produtos” que foram apresentados ao Executivo de José Sócrates. Joaquim Pais Jorge diz ainda não se lembrar de ter estado presente na reunião onde estes produtos foram apresentados ao primeiro-ministro.

 

O actual secretário de Estado do Tesouro terá, enquanto funcionário do Citigroup, sugerido ao Governo de José Sócrates a contratação de produtos de “swap” que não seriam incluídos no cálculo do défice orçamental e da dívida pública.

 

Joaquim Pais Jorge, em Julho de 2005, à data director do Citibank Coverage Portugal, terá proposto ao gabinete de José Sócrates “uma solução para melhorar o 'ratio' dívida/PIB em cerca de 370 milhões de euros em 2005 e 450 milhões de euros em 2006”, conforme noticiou a revista “Visão”.

 

Os partidos da oposição têm considerado que Pais Jorge não tem condições políticas para continaur nas funções de secretário de Estado depois deste caso. Essa é também a opinião que os mesmos partidos - PS, PCP e BE - têm sobre a própria ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, a quem têm vindo a pedir a demissão. A ministra tem estado sob polémica no caso dos "swaps" subscritos por empresas públicas e que chegaram a representar perdas potenciais de 3 mil milhões de euros às suas contas, no final do ano passado. 

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