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Na hora de contratar, o que procuram as empresas?

Segundo o INE, nos próximos dois anos as empresas pretendem aumentar em 10% o número de trabalhadores. Engenharia informática e de sistemas de informação e gestão comercial e vendas serão as áreas mais procuradas.

O teletrabalho passará a depender de acordo com o empregador.
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Negócios 31 de Julho de 2020 às 12:49
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Nos próximos dois anos, as empresas pretendem recrutar 345.584 trabalhadores, o que corresponderá a um aumento bruto de 10,8% do número de trabalhadores. As conclusões fazem parte de um inquérito à identificação das necessidades de qualificações nas empresas realizado pela primeira vez pelo INE.

Dos trabalhadores a recrutar, "49,9% deverão ter curso de ensino não superior (profissional), 32,2% curso de ensino superior e para 17,9% não é apontado um nível de qualificação específico", revela o mesmo documento realizado em colaboração com a ANQEP - Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional e a DGEEC - Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

"Essas intenções de recrutamento correspondem a aumentos brutos de 17,8% de trabalhadores com curso de ensino superior e de 9,1% dos trabalhadores sem qualificações de nível superior", segundo o mesmo inquérito que foi realizado via eletrónica com início a 13 de março, antes de ter sido declarado o estado de emergência, e prolongado até ao final de junho.

O motivo mais referido para o recrutamento entre 2021 e 2022 foi a expansão da atividade (60,4%), seguido da substituição de mão-de-obra (24,9%). Por dimensão, são o micro empresas que mais referem a expansão e a grandes empresas as que mais indicam a substituição de mão-de-obra (62,4% e 43,4% respetivamente).

Não obstante o contexto da pandemia, as qualificações de nível não superior mais indicadas pelas empresas nas suas necessidades de recrutamento foram: empregado de restaurante/bar; técnico de comércio e técnico de restaurante, correspondendo a 9%, 6,4% e 5,9% do total de trabalhadores a recrutar com este nível de qualificação, respetivamente.

Por sua vez, "os cursos de ensino superior mais referidos foram Engenharia informática, de computadores, telecomunicações e sistemas de informação; Engenharia de software e sistemas de informação e Gestão comercial e venda".

O INE destaca ainda que segundo as conclusões do mesmo inquérito, cerca de 83% das empresas do setor financeiro justificaram eventuais recrutamentos com a expansão da atividade, enquanto as do setor da energia e águas referiram, além deste motivo, a substituição de mão-de-obra (40,6%).

Já os setores das atividades de informação e comunicação e da agricultura e pescas "foram os que mais justificaram recrutamentos futuros com a diversificação da atividade (18,8% e 16,4%, respetivamente)".

O mesmo inquérito pretendeu ainda perceber as dificuldades que as empresas tinham tido na área de contratação este ano. Por dimensão, foram as grandes empresas (42,4%) as que mais reportaram dificuldades de recrutamento. Por atividade, foram as do setor da agricultura e pescas (29,0%), enquanto por região, as que se situam no Alentejo (26,6%).

"As empresas que menos registaram este tipo de dificuldades foram as micro empresas, as do setor das Atividades financeiras e as empresas com sede na Área Metropolitana de Lisboa".

A razão mais invocada, para as dificuldades de recrutamento foi a "falta de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho com a formação adequada (57,3%). Além deste motivo, também a Inexistência de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho e a pouca experiência profissional dos trabalhadores disponíveis foram citadas por cerca de 46% e 44% das empresas, respetivamente", conclui o mesmo inquérito.

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