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Olympus quer criar em Portugal o maior centro de reparações da Europa até 2025

A Olympus Medical Products em Portugal inaugura em Coimbra as novas instalações que resultam de um investimento de 32 milhões de euros. A empresa pondera expandir para outra cidade do país.

A fábrica da Olympus em Coimbra
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 22 de Setembro de 2022 às 15:00
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A Olympus Medical Products Portugal inaugura esta quinta-feira as novas instalações da fábrica em Coimbra, que repara equipamento médico de diagnóstico, sobretudo endoscópios, e que resulta de um investimento de 32 milhões de euros.


Este é o primeiro passo do investimento da empresa japonesa no país para que "dentro de dois anos" Coimbra passe a ter "o maior centro de reparações na Europa" e para que, no futuro, a unidade passe também a "reparar material cirúrgico", disse ao Negócios, o general manager da Olympus Medical Products de Portugal, Joaquim Nunes.


Até porque, o responsável pela subsidiária portuguesa avança ao Negócios que não põe de parte alargar ainda mais as instalações de Coimbra ou até mesmo expandir para outra cidade do país. "Ainda há espaço para crescer em Coimbra e não pomos nada de parte a expansão para outra cidade. O que vai ditar essa expansão será a evolução do negócio", disse Joaquim Nunes.


Planos da empresa que o primeiro-ministro, António Costa, sublinha que contribui "para o desenvolvimento da região" e que permite "afirmação da fileira da Saúde em Portugal, servindo exigentes mercados a escala global", comprovando "a excelência da nossa inovação, a nossa capacidade tecnológica e a qualidade dos nossos recursos humanos", lê-se numa nota enviada à Olympus, a que o Negócios teve acesso.


Para já a empresa conta com 210 funcionários, dos quais "40 foram contratados desde junho" e até Joaquim Nunes tem como meta contratar "mais cem" trabalhadores até ao início de 2024. "O ritmo de entrada de funcionários é semanal e de acordo com as necessidades" da empresa, esclarece o diretor da subsidiária da Olympus. As áreas profissionais que estão na mira da empresa vão desde perfis operacionais, como técnicos de reparação, engenharia e logística, assim como a área financeira, da qualidade e de recursos humanos


A estas metas soma-se ainda o aumento para o dobro do número de reparações anuais. Até 2025, a Olympus Medical Products quer chegar às 30 mil reparações anuais. O dobro das 15 mil que são realizadas este ano, sendo que em 2017, quando a Olympus iniciou a reparação de dispositivos médicos em Portugal, o número não ultrapassava as cinco mil.


O investimento dos 32 milhões de euros na expansão da unidade de Coimbra inclui a compra do terreno de 15.500 metros quadrados, em 2019, no parque tecnológico iPark, cujo valor não foi revelado. Mas a este número somam-se ainda dois milhões de euros no investimento de painéis fotovoltaicos que estão a ser instalados no edifício para a produção de autoconsumo de energia, contou ao Negócios, Joaquim Nunes.   


Sobre a crise generalizada do aumento do preço das matérias primas e da energia, a Olympus diz que para já ainda não sente "qualquer impacto" não havendo redução do número de encomendas das reparações. Sobre os custos de energia a empresa diz que quer apostar cada vez mais em soluções de autoconsumo e que conseguiu proteger-se antes da escalada de preços, através de um contrato com um fornecedor que estabelece valores fixos. O prazo deste contrato termina no final deste ano e será renegociado, explicou o diretor geral da Olympus em Portugal.


A escolha de Coimbra para as novas instalações acontece depois de a empresa ter aberto as portas na cidade em 2002, quando foi fundada a subsidiária Olympus Service Facility Portugal (OSFP). Na altura, a fábrica dedicava-se apenas à reparação de equipamentos ótico-digitais da Olympus (câmaras fotográficas). Só a partir de abril de 2017, a empresa entrou numa nova fase com a reparação de endoscópios.


No final de 2020, a fábrica deixou de operar na área das câmaras fotográficas e passou a  dedicar-se exclusivamente à área da saúde.


Além disso, explicou ainda Joaquim Nunes ao Negócios, em Coimbra "há uma ligação à universidade, onde se faz investigação médica e há uma atividade intensa na área da saúde". Laços que a Olympus quer reforçar com a universidade, estando prevista no final deste mês, a assinatura de um protocolo com a Faculdade de Economia para dar formação e receber alunos estagiários na unidade fabril e marcar presença nas feiras de emprego da instituição de ensino superior.       


A inauguração das novas instalações contam com a presença do secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, e do presidente da AICEP, Luis Castro Henriques. Está também presente o embaixador do Japão.


A Olympus tem sede em Tóquio, no Japão, e conta com mais de 30 mil funcionários em todo o mundo, operando em cerca de 40 países. A Olympus Europa, com sede em Hamburgo, na Alemanha, integra a região EMEA (Europa, Médio Oriente, África) e emprega mais de 7.800 pessoas, em 21 países.

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