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Pandemia impôs quebra de 40% nas novas empresas em Portugal

Nos primeiros sete meses do ano, o nascimento de empresas em Portugal recuou 39%, enquanto os encerramentos diminuíram 23%.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Agosto de 2020 às 12:02
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A pandemia da covid-19 está a impor alterações na configuração do tecido empresarial português e a levar a uma quebra não só dos nascimentos mas também dos encerramentos de empresas.

O barómetro da Informa D&B, divulgado esta terça-feira, mostra que a criação de empresas em Portugal diminuiu 39% até ao final de julho, face ao mesmo período do ano passado, para um total de 21.111.

No entanto, depois das quebras de cerca de 70% em abril e 50% em maio, a diminuição dos nascimentos já desacelerou em julho para 26%, com a criação de 2.916 novas empresas.

Este valor, sublinha o relatório, "reforça a ideia de que este indicador está a recuperar após as grandes quedas registadas até final de abril, sobretudo durante o Estado de Emergência".

As maiores quedas nos nascimentos foram registadas precisamente nos setores que sofreram mais os efeitos da pandemia da covid-19 e em que a atividade presencial é mais relevante, como os Serviços Gerais, Alojamento e Restauração, Transportes, Construção e Retalho, e Serviços Empresariais.

"A relação entre os nascimentos e a pandemia deixa antever uma reconfiguração e renovação setorial do tecido empresarial, penalizando os setores mais afetados e gerando oportunidades noutros setores",destaca o barómetro.

À semelhança dos nascimentos, também os encerramentos diminuíram este ano face a 2019: entre janeiro e julho encerraram 6.929 empresas, menos 23% do que em igual período do ano passado.

Olhando apenas para o mês julho, fecharam portas 920 entidades, valores que se mantêm abaixo do ano passado. O barómetro mostra que esta descida verificou-se em todas as regiões e setores, com a exceção dos Transportes, o único que registou mais encerramentos do que no mesmo período de 2019, uma subida justificada pelo aumento dos encerramentos nas empresas de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.

No que respeita às insolvências, observou-se um aumento de 4,2% em comparação com os primeiros sete meses de 2019, com um total de 1.392 novos processos.

Contudo, destaca o barómetro, "estes valores ainda não são reveladores da situação real das empresas, em parte devido às medidas de apoio que o Estado português colocou à sua disposição, e ao facto de estes processos serem normalmente demorados e envolverem a atividade dos tribunais, que também foi afetada durante a pandemia".

O setor das Indústrias (que reúne mais de um quarto do valor total das insolvências), juntamente com o Retalho, Grossistas e Alojamento e restauração concentram quase dois terços do total das novas insolvências

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