Empresas Petróleo e Super Bock "abastecem" fusões e aquisições em Portugal

Petróleo e Super Bock "abastecem" fusões e aquisições em Portugal

O relatório da TTR regista em Fevereiro um crescimento homólogo de 60% nas transacções de participações empresariais envolvendo negócios portugueses. Imobiliário e tecnologias surgem em evidência no arranque de 2018.
Petróleo e Super Bock "abastecem" fusões e aquisições em Portugal
Três meses após "guiar" Marcelo Rebelo de Sousa pela fábrica de Matosinhos, o "chairman" Manuel Violas comprou a participação do BPI no Super Bock Group.
Paulo Duarte
António Larguesa 06 de março de 2018 às 16:57

Os anúncios de compra e venda de participações envolvendo empresas portuguesas movimentaram perto de 824 milhões de euros num total de 18 operações registadas em Fevereiro, o que representa uma subida de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo o mapeamento mensal das fusões e aquisições feito pela Transactional Track Record, que presta serviços de "research" e "business intelligence" a partir de Madrid, Lisboa e São Paulo, os sectores imobiliário e tecnológico foram os mais activos, com quatro operações cada, seguidos de perto pela área financeira e seguradora (3) e do têxtil e vestuário (2).

 

No entanto, para o disparo em termos homólogos registado neste relatório contribuíram sobretudo o previsível encaixe de 500 milhões de euros para a Fundação Calouste Gulbenkian com a venda da petrolífera Partex ao grupo CEFC China Energy, que ainda não está fechado; e a compra pelo grupo Violas da posição que o BPI detinha na Viacer, sociedade que controla o cervejeiro Super Bock Group, concretizada por 233 milhões de euros.

 

O pódio fica completo com o investimento de 45 milhões de euros da Purever, um grupo de Nelas, na compra de duas fábricas concorrentes em França e Inglaterra para chegar a vendas próximas de 200 milhões de euros e 800 trabalhadores. Duas operações imobiliárias fecham o "top 5": a venda definitiva da anterior sede dos CTT em Lisboa por 25 milhões de euros e os 15 milhões pagos pelo grupo espanhol Hotusa, dono da Eurostars, por um hotel na capital portuguesa.

Distinguida como a "transacção do mês" acabou por ser a conclusão da aquisição pela Ocidental do MaiaShopping e do GuimarãesShopping, que eram propriedade da Sierra Fund, um fundo participado pela Sonae Sierra. A seguradora que faz parte do grupo belga Ageas pagou 90 milhões de euros para passar a deter uma participação maioritária nestes dois activos, que continuarão a ser geridos pela empresa maiata liderada por Fernando Guedes de Oliveira.

E a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, que assessorou esta transacção da Sonae Sierra, surge no topo do ranking TTR de assessores jurídicos relativo a Fevereiro, com um total de 320 milhões de euros envolvidos. A SRS Advogados e a PLMJ Advogados surgem também em destaque, envolvidas este mês em negócios avaliados em 25 milhões e 5,5 milhões de euros, respectivamente.

 

China, França e Espanha trazem capital

 

Excluindo desta contagem a China, de onde é originária a empresa que está compradora da Partex e que também continua interessada em comprar 60% da Montepio Seguros, nestes dois primeiros meses de 2018, num total de 23 operações no mercado português que envolveram o cruzamento de capitais provenientes de diferentes geografias, seis foram investimentos de empresas com sede em Espanha – metade delas no ramo imobiliário –, numa soma de 120 milhões de euros.

 

Por outro lado, houve menos uma operação feita em território português com participação de capitais franceses, mas essas cinco intervenções corresponderam a um investimento agregado superior (230 milhões de euros), dividido entre o imobiliário e as tecnologias, "como foi o caso da compra de uma participação minoritária na Farfetch pela marca de luxo Chanel".

 

Em sentido inverso, o relatório destaca dois investimentos portugueses nos mercados externos. Embora não identifique os autores nem os destinatários, indica que um deles foi realizado na Suécia por 5,5 milhões de euros e surge categorizado em "vidro, cerâmica, papel, plásticos e madeira". Já o outro montante de origem lusa, avaliado em 4,5 milhões de euros, foi realizado numa empresa tecnológica de Israel.

 

Finalmente, enquanto no "private equity" houve apenas o anúncio de três transacções nos dois primeiros meses do ano, sem valores revelados, o cenário no "venture capital" é mais animado. Só em Fevereiro, o TTR regista 6,2 milhões de euros em três operações, com fundos como o da Microsoft, Notion Capital, Scale Venture, Salesforce ou Samsung Next a apostarem já um total de 37,8 milhões de euros em 2018, mais 82% do que em Janeiro e Fevereiro do ano passado, e preferencialmente em alvos relacionados com as tecnologias e a Internet.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo 25.03.2018

???????? ???????????? ?????? ????????????? ???? ???????¬???? ??????????, ??????? ????? ???????????????? ????????? ???????.
1. ?????????????? ??????????, ?????????? ??????????? ??-????????? ???????? ?????????-????????????? ???? ?????????? ??????? ? ?? ? ????????? ?????????? ?????????? (?????????-??

Anónimo 25.03.2018

???????? ???????????? ?????? ????????????? ???? ???????¬???? ??????????, ??????? ????? ???????????????? ????????? ???????.
1. ?????????????? ??????????, ?????????? ??????????? ??-????????? ???????? ?????????-????????????? ???? ?????????? ??????? ? ?? ? ????????? ?????????? ?????????? (?????????-??

pub