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Remuneração de Mexia baixa em 2018 mas continua acima de dois milhões de euros

A remuneração do conselho de administração executivo da EDP foi de 11,3 milhões de euros no ano passado. Desse montante, 2,19 milhões foram para o CEO, António Mexia.

Alexandre Azevedo
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 22 de Março de 2019 às 21:12
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A EDP pagou um valor bruto de 11.303.678 euros ao conselho de administração executivo (CAE) em 2018, menos 4,8% face aos 11.872.021 euros no ano precedente, mas mais do que os 10,87 milhões em 2016 e 10,004 milhões em 2015.

O seu presidente, António Mexia, recebeu 1.198.892 euros, um valor 3,9% abaixo dos 2,28 milhões do ano anterior. Este valor engloba não só as remunerações fixas relativas a 2018, mas também as componentes variáveis de 2017 e de 2015 [esta última integrada na remuneração variável plurianual relativa à avaliação de desempenho para o período de 2015-2017].


A remuneração fixa de Mexia no ano passado foi de 970.213 euros (contra 983.908 euros um ano antes), à qual acresceram 601.751 euros euros por conta da remuneração variável relativa a 2017 e 720.350 euros decorrentes da variável plurianual de 2015, refere o relatório de 2018 da elétrica nacional, que foi publicado esta sexta-feira, 22 de março, na CMVM.

 

Mexia levou assim menos dinheiro para casa em 2018 do que no ano precedente. Ainda assim, manteve uma remuneração bruta superior a dois milhões de euros.

 

Mais três membros com remunerações superiores a 1 milhão de euros


De entre os oito membros do conselho de administração executivo, três deles tiveram remunerações superiores a um milhão de euros no ano passado: Nuno Alves (a partir de 5 de abril deixou de integrar o CAE, mas ainda recebeu a componente variável relativa a 2015), João Manso Neto e Miguel Stilwell de Andrade. 

Manso Neto, que é CEO da EDP Renováveis, auferiu 1,46 milhões de euros.


Assim, além dos 11,87 milhões de euros atribuídos ao CAE, a EDP pagou ainda um montante bruto de 1.833.226 euros ao conselho geral e de supervisão em 2018, menos 3,5% do que em 2017 – sendo que a maior fatia, no valor de 379.942 euros, coube aos chineses da China Three Gorges (parte dessa remuneração coube ao representante Eduardo Catroga).

No ano passado o lucro da EDP desceu 53% e a empresa propõe manter o dividendo aos acionistas nos 19 cêntimos por ação.

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