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Setor petrolífero angolano com investimentos anuais de 12 mil milhões de euros nos últimos três anos

Segundo o presidente da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Anpg), Jerónimo Paulino, em 2019, o investimento rondava os oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) por ano, enquanto nos últimos três anos, ficou acima dos 14 mil milhões de dólares.

Plataforma N'Dola Sul em Angola
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17:50

O setor petrolífero angolano registou investimentos anuais superiores a 14 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), nos últimos três anos, avançou esta sexta-feira o responsável da concessionária angolana.

Segundo o presidente da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Anpg), Jerónimo Paulino, em 2019, o investimento rondava os oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) por ano, enquanto nos últimos três anos, ficou acima dos 14 mil milhões de dólares.

Já as previsões para os próximos cinco anos são de 70 mil milhões de dólares (59,6 mil milhões de euros), acrescentou, ao apresentar hoje o balanço dos resultados dos primeiros anos de atividade (2019-2025) e as prioridades para o ciclo 2026-2030, referindo que o objetivo, até 2030, é manter a produção acima de um milhão de barris.

"É um desafio grande (...), mas é um desafio que nós também achamos aceitável e nobre em nome desse país", disse o presidente da Anpg.

O responsável frisou que há um declínio natural da produção, entre 15% a 16% por ano, e "não é um desafio fácil", ao contrário do que acontecia entre 2001 e 2004 quando a produção chegou aos três milhões de barris.

"Mas hoje não tem sido fácil, porque as nossas descobertas são mais pequenas, produzem cerca de 50 a 70 mil barris de óleo por dia", disse.

No que se refere às reservas petrolíferas, Jerónimo Paulino disse que o país "não está mal", sendo prova disso a extensão da vigência dos contratos de várias concessões para mais de 30 anos.

"Estendemos, há pouco tempo, do Bloco 15 até 2038, estendemos do Bloco 17 até 2045, quer dizer que temos reservas suficientes para produzir até lá", salientou, reforçando que a perspetiva é que, com as novas descobertas e novas concessões, a produção se estenda para além de 2050.

Segundo o presidente da concessionária petrolífera angolana, o executivo angolano tem sido proativo na resposta aos desafios da indústria, destacando que, em 2022, um estudo de competitividade para comparação dos termos contratuais e fiscais de Angola com outros países da região e do mundo constatou que havia necessidade de melhorias, entre os quais dar incentivos aos campos maduros.

"Ao longo dos anos sempre foi intenção do Governo angolano dar incentivos e melhorar o desempenho da indústria petrolífera", disse Jerónimo Paulino, frisando que estas estratégias fizeram passar dos "cinco a seis mil milhões de dólares anuais para os atuais 14 a 15 mil milhões de dólares por ano de investimento".

Por sua vez, o administrador executivo da Anpg Alcides Andrade destacou que a estratégia de captação de investimento tem um "foco muito grande" nos campos maduros, para produção a curto prazo e sustentabilidade.

"Nos últimos anos, ajustamos os termos contratuais e fiscais para atrair mais investimento e trazer mais produção em cerca de 12 concessões existentes, isto a curto prazo. A médio e longo prazo, nós apostamos na execução da estratégia de atribuição de concessões, que foi aprovada pelo Governo em 2019, por via da licitação de mais de 50 blocos nesse período", disse.

Alcides Andrade realçou que, sete anos depois, foram já adjudicados cerca de 65 novos blocos para vários investidores, estando em negociação outros novos blocos, prevendo-se que até finais deste semestre estejam mais de 70 blocos adjudicados.

A administradora executiva da Anpg Ana Miala adiantou que, além das concessões, estão a decorrer estudos nas bacias interiores para a identificação de novas áreas para licitação.

Ana Miala disse que as pesquisas estão a ser efetuadas no norte e centro do país, mais concretamente nas províncias do Cuando, Cubango, Bié, Cunene, Malanje, para a procura de petróleo nas bacias de Etosha/Okavango e Cassanje.

"Depois de 2030, nós precisamos de reinventar e procurar outras fontes para manter os níveis de produção", vincou a administradora, acrescentando que os recursos que estão a ser explorados estão acima de mil milhões de barris de petróleo.

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