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Siza Vieira: "Em tempo útil haverá uma solução para o Banco de Fomento"

O ministro da Economia quer que sejam "apuradas as circunstâncias" que ligam Vítor Fernandes à Operação Cartão Vermelho antes de decidir o futuro da liderança da instituição.

JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 14 de Julho de 2021 às 12:41
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"O que vai acontecer? Não sei". Foi esta a resposta do ministro da Economia quando questionado, esta quarta-feira no Parlamento, sobre o futuro de Vítor Fernandes e do cargo de presidente do conselho de administração do Banco Português de Fomento. Siza Vieira garantiu que "em tempo útil haverá uma solução" para a instituição, depois de o Governo ter travado a nomeação, devido ao surgimento do nome do gestor na Operação Cartão Vermelho. "Vamos ver o que se passa, e depois tomaremos decisões".

Confrontado pela bancada do PSD sobre a "necessidade de ter gestores à prova de bala", Pedro Siza Vieira afirmou estar "de acordo" que a instituição "deve ter gestores adequados, com experiência, competentes, imparciais e absolutamente idóneos", destacando que "o Governo procurou recrutar profissionais do setor bancário sem nenhuma ligação a atividades partidárias ou políticas", garantindo  que o processo de seleção foi "muito exigente", uma vez que "existe um sistema rigoroso". 

No entanto, na semana passada, devido a "factos que vieram a público", o Governo concluiu que Vítor Fernandes "não tem neste momento condições para assumir cargo para que estava indicado". Pelo que desta forma, para Siza Vieira, "assegura-se que os gestores que estarão no Banco de Fomento serão à prova de bala"

 

Neste momento, "Vítor Fernandes não está nomeado para nada" e "antes de estas questões estarem clarificadas não faz sentido nomear Vítor Fernandes para nenhum cargo", porque é "importante salvaguardar o Banco de Fomento de controvérsias". 


Questionado pelo Bloco de Esquerda sobre a possibilidade de substituição de Vítor Fernades na presidência do conselho de administração do Banco de Fomento, Siza Vieira admitiu que esta está prevista na lei.

"Porque se trata de uma instituição financeira, a legislação exige, no âmbito da administração, um conjunto de cargos diferenciados que devem ser ocupados por pessoas com qualificações diferentes". E "perante a ausência de um presidente do conselho de administração, o Banco terá de funcionar com o conselho de administração que está constituído e, a devido tempo, apurando melhor as circunstâncias, poderemos avançar", explicou o ministro. 

"Não gosto de fazer julgamentos sobre a idoneidade de uma pessoa de forma superficial. Eu não sei mais que o Banco de Portugal. Neste momento, perante estes novos factos, entendo que Vítor Fernandes não deve ser eleito. Faz sentido apurar melhor os factos e confrontar a pessoa em causa com as imputações que lhe são feitas", concluiu o ministro.

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