Empresas Sonae Indústria reduz lucros em 87% para 2,4 milhões de euros

Sonae Indústria reduz lucros em 87% para 2,4 milhões de euros

O volume de negócios aumentou e a dívida líquida diminuiu nos primeiros seis meses do ano.
Sonae Indústria reduz lucros em 87% para 2,4 milhões de euros
Carla Pedro 29 de julho de 2019 às 20:33

A Sonae Indústria reportou um resultado líquido de 2,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, valor que corresponde a uma quebra de 87,4% face aos lucros de 18,9 milhões que tinham sido alcançados em igual período do ano passado, informou a empresa no grupo Sonae esta segunda-feira, 29 de julho, em comunicado divulgado junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"Recorde-se que, no primeiro semestre de 2018, foram reconhecidos proveitos relativos às compensações de seguro resultantes dos incêndios florestais que afetaram as fábricas da Sonae Arauco em Portugal em outubro de 2017. Por outro lado, os resultados da Sonae Arauco refletem também condições de negócio mais desfavoráveis no primeiro semestre de 2019 face ao mesmo período do ano anterior", justifica a empresa.

 

A Sonae Arauco é o grupo detido a meias pela Sonae Indústria e pela chilena Arauco. A fábrica de painéis de aglomerado de Mangualde, controlada pela Sonae Arauco, ardeu parcialmente em outubro de 2017.

 

Já o volume de negócios consolidado atingiu no primeiro semestre deste ano 116,4 milhões de euros, um aumento de 4,1% face ao período homólogo do ano passado.

 

A contribuir para este aumento esteve o aumento dos preços médios de venda na América do Norte e a variação cambial positiva do dólar canadiano, sublinha o comunicado das contas da empresa que tem Paulo Azevedo como "chairman".

O EBITDA consolidado da Sonae Indústria ascendeu a 12,5 milhões de euros no período em análise, uma redução de 1,3 milhões de euros face ao mesmo semestre de 2018.

 

Por seu lado, a dívida líquida era de 204,7 milhões de euros no final de junho de 2019 (excluindo o impacto da IFRS 16), o que representa uma diminuição de três milhões de euros face a junho de 2018.

 

"Considerando as locações operacionais capitalizadas (de acordo com a IFRS 16), a dívida líquida seria de cerca de 210,5 milhões de euros no final de junho de 2019", salienta a empresa.

 

Os custos com amortizações e depreciações no primeiro semestre foram de 7,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 1,6 milhões de euros face ao período de janeiro a junho de 2018, sobretudo devido ao impacto de um milhão de euros da aplicação da IFRS 16.

 

Os encargos financeiros líquidos foram de 5,7 milhões de euros, em linha com o valor registado nos primeiros seis meses do ano passado.




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