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Sonae aumenta lucros para 142 milhões até Setembro

A holding liderada por Paulo Azevedo registou nos primeiros nove meses do ano um volume de negócios de 3,6 mil milhões de euros. O investimento no retalho aumentou quase 30%. 

Paulo Azevedo é o 45.º Mais Poderoso 2015
Uma descida grande para o presidente executivo e “chairman” da Sonae no ano em que assumiu o lugar do pai como presidente do
conselho de administração, mas que passou a dividir o poder executivo com Ângelo Paupério. A Sonae de Paulo Azevedo é uma empresa discreta. Perde poder também pelo peso de novos protagonistas na economia portuguesa . Mas também por razões próprias. Não tem conquistado poder político nem mediático. E o poder que tem na sua rede empresarial não aumentou.
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 18:08
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A Sonae SGPS, "holding" onde o grupo consolida actividades de distribuição, telecomunicações, media e TI e gestão de centros comerciais, registou um resultado líquido atribuível a accionistas de 142 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Um valor que representa um crescimento de 49,6% face ao mesmo período do ano passado, e que ficou acima da média das estimativas dos analistas, que era de 130,9 milhões.

 

Em comunicado, o grupo anunciou que, até Setembro, o volume de negócios cresceu 0,8% para 3.639 milhões de euros, "beneficiando do desempenho de todos os negócios, à excepção da Sonae RP, responsável pela gestão do património imobiliário de retalho, devido às recentes operações de "sale and leaseback". 

 

O EBITDA recuou 0,5%, em termos homólogos, para 292 milhões de euros, enquanto o resultado operacional (EBIT) diminuiu 2,9% para 157 milhões de euros.

 

A dívida líquida total diminuiu 102 milhões de euros face ao período homólogo, para 1.312 milhões, devido unicamente ao menor nível de dívida das unidades de retalho, refere o grupo, que adianta ainda ter já asseguradas todas as necessidades de refinanciamento previstas para 2016.

 

O investimento das unidades de retalho da Sonae (Sonae MC, Sonae SR e Sonae RP) aumentou até Setembro 29,5%, atingindo os 158 milhões de euros. "A Sonae prosseguiu a aposta na expansão das suas insígnias através da implementação de novos formatos de loja e de uma estratégia omnicanal que conjuga lojas físicas e online, bem como do desenvolvimento da actividade internacional", refere a empresa.

 

Em comunicado, o grupo avança ter reforçado a actividade internacional, atingindo os 69 países. 

 

Volume de negócios cresce no retalho alimentar e especializado

 

Na área de retalho alimentar – onde o grupo actua através Sonae MC, com as insígnias Continente, Modelo, Bom Dia, a parceria Meu Super, mas também consolida a Well’s, Bom Bocado e Note! – o volume de negócios cresceu 0,5% para 2.549 milhões de euros, o que representa mais de 70% do total facturado pelo grupo.

 

As vendas através do cartão Continente representaram nos primeiros nove meses mais de 90% das vendas totais. Já as vendas online aumentaram 13% num ano, adiantou a empresa no comunicado.

 

Na área de retalho especializado (não alimentar), onde a Sonae SGPS actua com a Sonae SR, o volume de negócios aumentou 0,4% em termos homólogos  para 917 milhões de euros. No entanto, só a unidade internacional aumentou o volume de negócios em 7%, com "o desempenho positivo das divisões de electrónica e desporto em Espanha".

 

De acordo com a Sonae, a Worten registou no terceiro trimestre um crescimento de 8,6% das vendas em Espanha. Numa base comparável. A Zippy entrou em quatro novos países da América Central através de wholesale: El Salvador, Costa Rica, Nicarágua e Guatemala. Já a Sportzone  abriu a primeira loja franquiada em França.  

O grupo -  que divulgou já os resultados da área de gestão de centros comerciais, onde actua através da Sonae Sierra, e de telecomunicações, onde detém a operadora Nos - avançou ainda no comunicado que a Sonae IM, onde estão concentrados os activos de tecnologias de informação e a cadeia de bricolage Maxmat, realizou um volume de negócios de 187 milhões de euros até Setembro. Um valor que representa mais 0,5% do que no mesmo período de 2014.

 

No âmbito da gestão do seu portfolio, o grupo concretizou neste período a alienação da GeoStar e concluiu o projecto do cartão Universo.

 

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