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TAP "lamenta e repudia" sindicatos por "ataques à sua credibilidade"

Em dia de protesto do setor da aviação, a TAP critica os sindicatos por "ataques à sua credibilidade e competência".

Cortes salariais provocaram fuga de técnicos de manutenção da TAP,    baixando de 940 em 2019 para cerca de 800 este ano.
Miguel Baltazar
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A TAP criticou esta terça-feira, em comunicado, os sindicatos por "constante tentativa de ataques à sua credibilidade e competência", num dia em que está marcado um protesto do setor da aviação, organizado por três sindicatos.

Em causa, entre outros motivos, o corte de 25% no valor dos salários acima dos 1.410 euros. A transportadora admite estar "bem consciente do esforço" pedido aos trabalhadores, mas diz que esta é a chave para a sobrevivência da empresa e afirma que os sindicatos já concordaram com os cortes salariais até 2025.

 

A TAP garante que, paralelamente, tem feito esforços para reduzir custos "em todas as áreas onde é possível, renegociando contratos com fornecedores e prestadores e criando maiores eficiências", mas lembra que "há custos que a TAP não controla e que têm registado aumentos acentuados, nomeadamente os custos de combustível ou os decorrentes da valorização do dólar face ao euro".

É neste ponto do comunicado que a transportadora lança duras críticas aos sindicatos, acusando-os de "bombardearem" a comunicação social e manipularem a opinião pública.

"A Comissão Executiva da TAP lamenta e repudia a constante tentativa de ataques à sua credibilidade e competência, os julgamentos de intenções e a cada vez mais frequente apresentação de 'factoides' avulso, propositadamente descontextualizados, distorcidos e até, nalguns casos, completamente falsos, com que alguns sindicatos bombardeiam constantemente a comunicação social", escreve.

A comissão executiva da TAP sublinha ainda que a "gestão de qualquer empresa é avaliada não por comunicados de imprensa sindicais, mas pelos resultados de gestão que apresenta, sendo esses resultados, ao contrário das afirmações produzidas por alguns sindicatos, auditados, verificados e validados pela tutela política e pelos diversos stakeholders da Companhia".

Na sexta-feira, as direções do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) e do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA) anunciaram o protesto, que junta "pela primeira vez na história da aviação nacional, pilotos, pessoal de cabine e técnicos de manutenção".

"No dia 16 de agosto, às 08:30, com partida do Campo Pequeno e chegada ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, iremos mais uma vez, abdicar de folgas, férias e dias livres, garantindo assim que nenhum passageiro é prejudicado por este nosso protesto", lê-se no comunicado conjunto de sexta-feira.

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