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EDP Renováveis com nova organização passa a ser gerida por continentes

A EDP Renováveis vai adotar um novo modelo de organização interna, que passa pela separação da gestão por três regiões: Europa e América Latina, América do Norte e Ásia-Pacífico.

EDP Renováveis
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 11 de Janeiro de 2022 às 10:03
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A expansão para novos mercados levou a EDP Renováveis (EDP R) a rever o seu modelo de gestão. A empresa liderada por Miguel Stilwell anunciou esta terça-feira que "vai implementar um novo modelo organizativo", que separa os negócios do grupo pelas diferentes áreas do globo onde está presente. 

Em comunicado, a EDP R refere que passará a estar organizada por três regiões: Europa e América Latina, América do Norte e Ásia-Pacífico. Isto "embora privilegiando uma abordagem mais integrada que irá transformar áreas internas da organização em centros de excelência, de modo a extrair todo o potencial da escala e da pegada global para reforçar vantagens competitivas". 

O crescimento para outros mercados, nomeadamente a aquisição da Sunseap, que tem sede em Singapura e onde a EDP pretende investir 1.500 milhões de euros até 2025, levaram a empresa a tomar a decisão. Com esta aquisição, a EDP passa a estar presente em 26 mercados. Além disso, "o crescente peso do segmento solar e de novas tecnologias, como o armazenamento e o hidrogénio" também pesou na reorganização. 

A reestruturação vai obrigar à criação de uma nova equipa de gestão. Além do CEO Miguel Stilwell d’Andrade e do CFO Rui Teixeira, A EDP R passará a ter três Chief Operating Officers (COO).

Duarte Bello, membro do Conselho de Administração da EDP R, foi o escolhido para liderar a região da Europa e América Latina. Pedro Vasconcelos, responsável pela área de fusões e aquisições (M&A) vai liderar a região da Ásia Pacífico. Já a América do Norte ficará a cargo de Sandhya Ganapathy.

A empresa escolheu ainda Bautista Rodrigues para a posição de Chief Technical Officer (CTO) e responsável pelo segmento de projetos offshore através da Ocean Winds, a joint venture detida em 50% pela EDP R e a Engie. 

Com a reorganização, a subsidiária do grupo EDP quer fortalecer "a sua aposta nestas regiões estratégicas para potenciar crescimento e reforçar a sua liderança nestes mercados" e cumprir as metas apresentadas ao mercado no ano passado. 

Miguel Stilwell, que está prestes a fazer um ano na liderança da empresa, destaca que "a EDPR tem tido um crescimento consistente e sustentado nos últimos 15 anos e tornou-se uma das líderes mundiais no setor das renováveis".

Para o CEO da EDP e EDP R, "este novo modelo organizativo cria uma estrutura cada vez mais capaz de dar resposta às oportunidades e desafios que a empresa enfrenta e de cumprir as ambiciosas metas de transição energética inscritas" no Plano de Negócios até 2025.

A EDP R terminou 2021 com 13 GW de capacidade instalada, mais 2,5 GW que no ano anterior. O plano de negócios da EDP 2021-2025 prevê um investimento global de 19 mil milhões de euros e o desenvolvimento de 20 GW de nova capacidade renovável. 

"Assegura uma organização ágil e pronta para o futuro, combinando um foco em regiões estratégicas com uma abordagem holística de áreas globais. Com uma pegada internacional promissora, uma estratégia de desenvolvimento sólida e uma equipa de gestão renovada, a EDPR está completamente preparada para o que o futuro lhe reserva", conclui o CEO do grupo.
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