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Galp Energia não exclui novas compras nas renováveis

Para cumprir as metas de investimento traçadas até 2022, a Galp não exclui avançar com um plano de rotação de ativos. Uma das candidatas para alienação é a infraestrutura de gás natural.

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2020 às 13:53
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A Galp Energia está comprometida em reforçar o investimento em energias renováveis. A garantia foi dada pelo presidente executivo da empresa, Carlos Gomes da Silva, no Capital Markets Day que decorreu esta terça-feira em Londres.

Prova disso, é a alocação de mais de 40% do total do investimento da petrolífera nesta área que, no âmbito da reorganização das unidades de negócio do grupo, passou a estar isolada ganhando, assim, destaque.

Segundo a estratégia da empresa apresentada aos analistas, os objetivos passam por ter uma capacidade instalada no solar de 3,3 GW até 2023 e de 10GW até 2030, sobretudo na Península Ibérica. Recentemente, a Galp adquiriu um conjunto de projetos em Espanha que totalizam os 2,9 GW.

Carlos Gomes da Silva sublinhou que, tal como tinham anunciado estão à procura de parceiros para desenvolver esta nova área de negócio. Mas também não descartam novas aquisições. "Vai depender dos projetos que encontrarmos e se se enquadram nos nossos critérios de investimento", sustentou o líder da Galp Energia.

O compromisso assumido pela Galp é o de destinar 10 a 15% do montante total de investimento a esta tecnologia e que 40% do Capex (investimento operacional) seja alocado a oportunidades que promovam a transição energética. O investimento líquido previsto vai situar-se, em média, entre 1 e 1,2 mil milhões de euros por ano até 2022, tal como a empresa já tinha estimado no passado.

No âmbito desta meta traçada para o investimento, a Galp não exclui avançar com uma plano de rotação de ativos, no qual "a infraestrutura de gás natural é uma candidata", garantiu Carlos Gomes da Silva.

Com a reestruturação anunciada esta terça-feira, a Galp passa a contar com  quatro áreas de negócio: o upstream (que fica inalterada e consiste na exploração e produção; refinação e midstream; uma unidade comercial e por fim, renováveis e novos negócios. Até aqui a Galp estava organizada em três áreas de negócio: exploração e produção (E&P), Refinação e distribuição e Gas & Power.

A Galp anunciou hoje que os resultados líquidos de 2019 atingiram 560 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de 21% face ao exercício do ano anterior. No quarto trimestre o lucro aumentou 44% para 157 milhões de euros.

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