Lucros da Moeve disparam 183% no 1.º trimestre
A espanhola Moeve e a portuguesa Galp anunciaram, no ano passado, a intenção de avançarem com a fusão dos negócios de refinação e de distribuição de combustíveis.
A Moeve (antiga Cepsa) registou um lucro líquido de 261 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 183,7% do que no mesmo período de 2025 (92 milhões de euros), foi esta quinta-feira anunciado.
De acordo com os resultados publicados, o lucro líquido ajustado, que mede a evolução real do negócio e não leva em conta a variação do valor dos 'stocks', situou-se em 147 milhões de euros, mais 6,57% do que no mesmo período do ano passado (138 milhões).
Num comunicado de imprensa, a empresa destaca que os investimentos ascenderam a 272 milhões de euros no primeiro trimestre, dos quais 69% foram destinados a projetos relacionados com a descarbonização e a transição energética, em linha com a estratégia da empresa "Positive Motion".
Por sua vez, o EBITDA (resultado bruto de exploração) ajustado ascendeu a 506 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 34,22% em relação ao mesmo período de 2025, apoiado por um desempenho sólido nos seus principais negócios.
Em particular, a empresa destaca o desempenho do segmento de energia da companhia.
Além disso, aponta que os resultados foram influenciados pela incerteza a nível global causada pelas tensões no Médio Oriente, que provocaram um aumento dos preços e perturbações nas cadeias de fornecimento mundiais.
O fluxo de caixa das operações até março situou-se em 283 milhões de euros, contra 338 milhões do primeiro trimestre de 2025, que reflete "um aumento temporário do capital circulante devido à atual volatilidade do mercado, com impacto tanto nos preços como no aumento dos 'stocks' com o objetivo de reforçar a segurança energética".
A dívida líquida no final do trimestre situou-se em 2.562 milhões de euros, ligeiramente acima do valor de dezembro de 2025, devido ao aumento do capital circulante e à subida dos investimentos pagos.
A dívida líquida em relação ao EBITDA manteve-se em 1,6 vezes, em linha com a política financeira conservadora da empresa.
A empresa aponta que o EBITDA CSS ajustado para o negócio de energia situou-se em 404 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, mais 40,28% do que no mesmo período de 2025 (288 milhões de euros).
A empresa aponta que este dado está apoiado por "sólidas margens de refinação num ambiente de mercado muito volátil e incerto".
Além disso, acrescenta que o aumento das vendas de produtos comerciais também contribuiu para os resultados desta divisão de energia.
Por sua vez, o EBITDA CSS ajustado da divisão de química ascendeu a 62 milhões de euros, um aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2025 (50 milhões de euros), impulsionado pelo "aumento dos volumes de vendas e pela melhoria geral dos resultados, já que a procura por produtos se recuperou durante o trimestre".
O negócio de exploração e produção registou um EBITDA CSS ajustado de 84 milhões de euros, mais 12% do que no mesmo trimestre de 2025, que a empresa atribui ao aumento dos preços do petróleo em março, que subiram principalmente devido às perturbações no estreito de Ormuz e às condições geopolíticas subjacentes.