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Portugal tem 10% a 15% de probabilidade de ter petróleo no mar

A Galp vai avançar para a primeira perfuração no Alentejo este ano. Se for encontrado petróleo em quantidades suficientes, a produção vai ter início no espaço de oito a 10 anos.

Bloomberg
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A Galp vai avançar com o seu primeiro poço de petróleo em Portugal este ano. A perfuração vai ter lugar na costa alentejana a 90 quilómetros de Sines, em parceria com a italiana ENI. Apesar das diversas sondagens já feitas, este vai ser o primeiro poço que vai apurar se há petróleo no fundo do mar em Portugal.

Mas será que há petróleo e gás natural no mar português? "Pode haver potencial. Estamos a falar de uma probabilidade de 10% a 15%" de encontrar petróleo, disse ao Negócios o director de Exploração da Galp, Roland Muggli. "Pode haver petróleo, mas pode não haver em quantidade suficiente para ser comercializado", ressalvou.

As declarações foram feitas à margem de uma conferência sobre petróleo na lusofonia organizada pela sociedade de advogados Vieira de Almeida que decorreu em Lisboa esta sexta-feira, 20 de Maio.

Os hidrocarbonetos já foram encontrados em terra, mas o objectivo da Galp é encontrá-los agora no mar. "Existe petróleo e gás no "onshore" (em terra), é por isso que gostamos de Portugal, talvez os ingredientes estejam lá".

O responsável sublinhou que a geologia aponta que Portugal pode ter o mesmo modelo geológico do Canadá, onde existe petróleo, pois em tempos remotos as duas margens do Atlântico estiveram unidas. Tal como no caso do Brasil e de Angola, ambos países produtores de petróleo. Contudo, destacou que avançar para a perfuração é "uma grande decisão. Demora muito tempo até decidir perfurar um poço".

Presente na mesma conferência, o antigo presidente da Galp também sublinhou que pode haver petróleo no mar português. "A probabilidade de sucesso de haver óleo no poço que será perfurado este ano é de 10% a 15%", afirmou Manuel Ferreira de Oliveira.  melhor não fazermos a festa já".

Mesmo que seja encontrado petróleo, vai demorar algum tempo até ter início a produção. "Se tudo correr bem, demorará pelo menos oito a dez anos até à a primeira produção".

Em caso positivo, este período entre a descoberta e a produção vai dar "tempo para o preço de petróleo subir, e para se tomar as medidas complementares, com as quais a sociedade pode beneficiar, que reforçem o valor económico do projecto para o país".

O agora presidente executivo da Petroatlantic Energy deixou elogios à equipa da Galp e da Eni que vai perfurar no Alentejo. E relembrou que a probabilidade de sucesso para este poço também se aplica para a concessão que a Galp tem na bacia de Peniche. "O trabalho de exploração vai ser bem feito. Vamos manter os dedos cruzados".
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