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Preços dos combustíveis voltam a subir quase 2 cêntimos na próxima semana

Depois de uma queda na semana que está a terminar, os preços do gasóleo e da gasolina têm margem para voltar a subir a partir da próxima segunda-feira.

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei para poder intervir nas margens das gasolineiras.
Pedro Brutt Pacheco
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Julho de 2021 às 11:58
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Atestar um veículo com motor a combustão deverá ficar novamente mais caro a partir da próxima segunda-feira, 2 de agosto, com os preços dos combustíveis a terem margem para uma nova subida, depois de terem aliviado nesta semana.

De acordo com os cálculos do Negócios, o gasóleo simples tem margem para uma subida de quase 2 cêntimos por litro para os 1,446 euros, aumentando para 20,2 cêntimos a escalada que está a registar este ano ou 16%.

No caso da gasolina simples 95, os preços deverão subir pouco mais de 1 cêntimo por litro para os 1,677 euros. Em 2021, o preço deste ativo já subiu 26 cêntimos ou 19%.

Estas subidas vão registar-se depois de nesta semana os preços do petróleo estarem prestes a subir. O preço do Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, regista um ganho semanal de 2,4% para os 75,90 dólares por barril. 

Tal acontece numa altura em que, apesar dos números de covid-19 ainda alarmarem em algumas regiões do mundo, parte das restrições estão a ser levantadas em alguns países europeus, alimentando a expectativa de que a procura irá escalar na seugda metade do ano, com a retoma económica.

Hoje, a espelhar esta confiança, o presidente da Royal Dutch Shell, Ben van Beurden, apontou para uma forte recuperação na procura nos próximos meses.

Os cálculos têm por base a evolução destes dois derivados do petróleo (gasóleo e gasolina) e do euro. Mas o custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra.

Os novos preços têm em conta as variações calculadas pelo Negócios face ao preço médio praticado em Portugal esta semana e anunciado pela Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). 

Os cálculos do Negócios têm por base contratos diferentes dos seguidos pelas petrolíferas (ainda que a evolução costume ser semelhante), sendo que os dados disponíveis para o Negócios só estão disponíveis até quinta-feira (faltando um dia de negociação).
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