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Produção de eletricidade da EDP caiu 5% em 2021

No ano passado, a EDP produziu 60,0 terawatts por hora de eletricidade, menos 5% face ao ano anterior. A venda de seis barragens no Douro em dezembro de 2020 foi uma das principais causas da quebra.

China Three Gorges detém atualmente 19% do capital da elétrica liderada por Miguel Stilwell d’Andrade.
Miguel Baltazar
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 20 de Janeiro de 2022 às 17:56
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A EDP terminou o ano 2021 com uma quebra de 5% na produção de eletricidade. Segundo os dados operacionais previsionais relativos ao ano passado, a elétrica produziu 60,9 terawatts por hora (TWh) no ano passado. As energias renováveis representaram 75% da eletricidade gerada pela empresa em 2021. 

Segundo o comunicado enviado esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a produção hídrica foi a que mais caiu, com um recuo de 19%. A empresa justifica a quebra com a alienação de 1,7 GW de 6 centrais hidroeléctricas em Portugal em dezembro de 2020, que contribuíram com 3,4 TWh de geração em 2020.

"Excluindo este impacto, a produção hídrica na Península Ibérica diminuiu 1% no período, principalmente devido à fraca produção hídrica" nos últimos três meses do ano. O coeficiente de geração hídrica deste período foi 57% abaixo da média histórica, explica a empresa.

Ao longo de todo o ano, o coeficiente de geração hídrica em Portugal foi 7% superior à média histórica. Já o Brasil "testemunhou uma época historicamente seca", que só foi revertida no último trimestre do ano, "o que manteve o factor de utilização da produção hídrica em linha com o ano de 2020". Segundo a empresa, "esta melhoria da situação hídrica no Brasil resultou na interrupção da geração a carvão, que não produziu desde meados de Dez-21". 

No entanto, a geração a carvão da EDP aumentou 30% em 2021, nomeadamente no Brasil (115%) - o que compensou o recuo de 2% na Península Ibérica. 

Por sua vez, a geração eólica aumentou 5% face ao período homólogo, "principalmente impulsionada pela Europa e Brasil, como resultado de maior capacidade instalada". O factor de utilização do vento foi de 30%, em linha com 2020, e 4% abaixo da média de longo prazo do GCF (gross capacity factor). Já a produção solar deu um salto de 176%. 

Ao longo do ano, a EDP acrescentou 2,3 GW de capacidade bruta de energia eólica e solar ao portfólio, tendo terminado 2021 com mais 6% de capacidade instalada face ao ano anterior. 

No final do ano, a empresa tinha 1,8 GW de capacidade em construção. "Após a conclusão bem-sucedida dos negócios de Rotação de Activos nos Estados Unidos e Portugal, as adições líquidas ascenderam a +1.4 GW". 

No que toca à distribuição de eletricidade, esta aumentou 13% na Península Ibérica, com uma subida de 1% em Portugal e 87% em Espanha, graças à aquisição da Viesgo em dezembro do ano anterior. No Brasil, a distribuição subiu 6%, "em resultado da recuperação económica".

Já a comercialização atingiu os 28,6 TWh, 71% dos quais relativos a clientes comerciais e 29% a residenciais. A comercialização aumentou 2% na Península Ibérica, sendo o aumento "explicado pelo crescimento dos volumes comercializados com clientes industriais em Espanha", nomeadamente no quarto trimestre.

No gás, "os volumes vendidos diminuíram 30% face ao período homólogo, explicado principalmente pela alienação" das actividades de comercialização com clientes residenciais em Espanha, em dezembro de 2020. 

A EDP terminou o ano com 4,975 milhões de clientes, menos 1%, ou 40 mil, face ao ano anterior, quando tinha mais de cinco milhões de clientes. 

Em 2021, o preço médio grossista da electricidade atingiu os 119,1 euros/MWh. No quarto trimestre, o preço spot médio chegou aos 211,1 euros/MWh.
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