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Qatar assina acordo para fornecer gás à China durante 27 anos

Em pleno Mundial de Futebol, chega a notícia de que Doha abastecerá Pequim com gás natural até 2050.

A jazida offshore de North Field, nas águas do Qatar. QatarEnergy
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Novembro de 2022 às 17:43
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A petrolífera estatal QatarEnergy assinou um acordo de venda de gás à chinesa Sinopec com a duração de 27 anos, naquele que é o mais longo acordo da história do gás natural liquefeito (GNL).

 

"Hoje é um importante marco, já que se trata do primeiro contrato de venda de gás do projeto North Field East. São quatro milhões de toneladas, durante 27 anos, para a Sinopec na China", disse à Reuters o diretor da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, pouco antes da assinatura do negócio.

 

Segundo al-Kaabi, "isto significa que os acordos de longo prazo estão a surgir e são importantes – tanto para o vendedor como para o comprador".

 

O campo offshore de North Field faz parte da maior jazida gasífera mundial, que o Qatar partilha com o Irão (sendo o seu lado chamado de South Pars).

 

No início deste ano, a QatarEnergy assinou alguns acordos para o North Field East. Na primeira e maior das duas fases do plano de expansão da jazida assinou um acordo que inclui seis comboios de contentores com cisternas para GNL, que aumentarão a capacidade de liquefação do Qatar para 126 milhões de toneladas por ano em 2027 – contra 77 milhões atualmente.

 

Mais tarde, a empresa assinou também contratos com parceiros para o North Field South, já no âmbito da segunda fase de expansão da jazida. Agora, celebrou o primeiro contrato de compra e venda.

 

"Estamos muito satisfeitos com este acordo assinado com a Sinopec, porque temos uma relação de há muito tempo e isto eleva o nosso relacionamento para um patamar mais elevado, já que temos um contrato de compra que venda que vigorará até 2050", afirmou al-Kaabi à Reuters.

 

O mesmo responsável adiantou que a QatarEnergy está em negociações com outros compradores da China, da Europa e outras regiões que desejam garantir uma fonte de abastecimento.

 

"Acho que a recente volatilidade levou os compradores a perceberem a importância de terem contratos de fornecimento de longo prazo", sublinhou.

 

Os preços do gás têm subido fortemente ao longo do último ano. O gás natural TTF, que é o "benchmark" para os mercados europeus e é negociado em Amesterdão, acumula uma subida de 35,29% nos últimos 12 meses.

 

No mês passado, a China decretou que nenhuma empresa energética do país deveria revender GNL a compradores estrangeiros, de forma a garantir o abastecimento da matéria-prima no país durante o inverno.

 

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma da China deu instruções à PetroChina, à Sinopec (que é a maior do setor no país) e à Cnooc para utilizarem os carregamentos de GNL exclusivamente para abastecimento doméstico.

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