Dona da Livraria Lello investe 60 milhões no Lionesa
Fundada a 13 janeiro de 1906, no Porto, pelos irmãos José e António Lello, aquela que já foi eleita em várias ocasiões como “a mais bela livraria do mundo” viria a ser adquirida em 2015 pelo casal Pedro Pinto, Avelino e Aurora.
A celebrar 120 anos de vida, a Livraria Lello recebe 3.500 visitas por dia e vende um milhão de livros por ano. Só com as entradas - o bilhete de acesso custa 10 euros – arrecada 35 mil euros por dia, o que dá cerca de 12,8 milhões por ano.
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A Lello faz parte de um portefólio diversificado de negócios da família Pedro Pinto, nas áreas de retalho, turismo, cultura e escritórios.
Uma década antes de adquirir a Lello, o grupo de Pedro Pinto arrancava, a poucos minutos do Porto, em Leça do Balio, com um centro empresarial nascido das ruínas da Fábrica de Tecidos de Seda Lionesa.
O Lionesa Business Hub é, atualmente, um dos maiores ecossistemas empresariais de Portugal, reunindo mais de uma centena de empresas e é ponto de passagem para mais de sete mil profissionais de 47 nacionalidades.
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Um campus empresarial que prepara mais de 60 milhões de euros em novas expansões.
A chamada “expansão sul”, que arrancou no ano passado, corporiza um projeto estruturante que prevê novos escritórios, soluções de “flex living” e grandes áreas verdes, com destaque para o Jardim Filosófico como elemento central.
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“Com um investimento superior a 50 milhões de euros, esta fase de desenvolvimento está prevista para 2026 e 2027”, avança a Lionesa, em comunicado.
Em paralelo, avançou com a “expansão norte”, que incluirá o futuro Lionesa Sports & Leisure Club, com abertura prevista para 2028 e um investimento estimado de cinco milhões de euros.
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A par dos novos projetos, “o Lionesa Business Hub investiu cerca de cinco milhões de euros na qualificação do campus existente, reforçando infraestruturas tecnológicas, soluções de sustentabilidade, flexibilidade dos espaços e condições de bem-estar, numa lógica de valorização contínua dos ativos e da experiência dos utilizadores”, enfatiza.
“O crescimento do Lionesa Business Hub não acontece por rutura, mas por evolução contínua”, afirma António Pedro Pinto, head of marketing & moodlab da Lionesa Business Hub, realçando que, no ano passado, este campus empresarial “consolidou um percurso de crescimento sustentado, respeitando a herança industrial do território e investindo com visão nos próximos ciclos de expansão”.
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De resto, o Lionesa destaca que, “ao longo do ano, o campus integrou mais de 500 novos profissionais e cinco novas empresas, consolidando uma comunidade cada vez mais diversa, internacional e inovadora”.
E celebrou a reativação da Linha de Leixões, resultado de uma colaboração com Câmara de Matosinhos.
Esta ligação ferroviária passou a conectar o campus ao Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e outros pontos estratégicos em cerca de 20 minutos, complementada por um “shuttle” gratuito.
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Entre outros ativos, o chamado grupo Lionesa detém também o Teatro Sá da Bandeira, o Mosteiro de Leça do Balio – transformado há um ano em polo cultural – e uma série de edifícios na portuense Rua do Loureiro, que quer transformar num novo polo e turístico da cidade.
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