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Mercado de escritórios com sinais positivos em Lisboa e Porto em agosto

A ocupação de escritórios na capital e na Invicta aumentou em agosto face a igual mês de 2019, revela a JLL. No Porto a área ocupada mais do que duplicou, mas trata-se de um valor bastante reduzido.

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Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 16 de Setembro de 2020 às 19:35
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A ocupação de escritórios registou em agosto uma evolução positiva quer em Lisboa quer no Porto, revela o relatório Office Flashpoint divulgado esta quarta-feira pela consultora imobiliária JLL. 

Apesar de uma subida de 120% na Invicta, a JLL destaca o desempenho na capital. 

"O dinamismo foi especialmente sentido em Lisboa, com um take-up neste mês de 13.324 metros quadrados (m2).Tal atividade supera em 19% os registos de agosto de 2019 e sucede um julho sem operações", assinala a consultora.

As três maiores operações foram protagonizadas pela Webhelp, que ocupou 6.206 mno edifício Mediterrâneo 1 (ex-Ageas) e a Auchan, que ocupou 6.000 m2.

Já no Porto, os 473 m2 de ocupação constitui um "registo que, apesar de baixo, mais que duplica o take-up do mês homólogo. Face ao mês anterior, contudo, fica cerca de 73% abaixo".

"São valores muito razoáveis para um mês em que o país se encontra maioritariamente de férias. Se a isso juntarmos o contexto de pandemia e de contração económica, diria que são indicadores bastante positivos. Só agora as empresas estão a voltar aos escritórios e em setembro é que vamos poder aferir o impacto deste regresso no mercado de escritórios", sublinha Mariana Rosa responsável pelas áreas de escritórios e logística da JLL

Lisboa perto dos 100 mil m2 em oito meses, Porto com crescimento de 40%
Nos primeiros oito meses do ano, Lisboa já soma quase 100 mil metros quadrados de ocupação, com 97.399 m2, o que, contudo, fica ainda 28% abaixo de igual período em 2019. A JLL atribui esta quebra "sobretudo aos impactos da covid-19".

No mercado da Invicta o saldo entre janeiro e agosto é claramente positivo. O take-up de 30.580 mrepresenta um crescimento de 40% em termos homólogos.

Na capital, até ao momento são 62 as operações contabilizadas, uma quebra de 47%, com uma área média de 1.571 m2, que é 34% superior à área média do período homólogo. 

Já na "capital do Norte" foram 28 as operações realizadas até final de agosto, menos 54% do que em igual período de 2019. A área média, contudo, triplicou para 1.092 m2

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