Corticeira Amorim lucra e vende menos mas aumenta dividendo para 35 cêntimos
O conselho de administração da Corticeira Amorim, que é controlada pelas famílias Amorim (herdeiras de Américo Amorim) e Rios de Amorim (que tem António na liderança da empresa há já 25 anos), decidiu propor à assembleia geral de acionistas, a realizar a 4 de maio, a distribuição de um dividendo bruto total de 0,35 euros por ação, a ser pago na sua totalidade em maio, revela a líder mundial da cortiça no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira, 19 de fevereiro.
A remuneração aos acionistas agora aprovada pelo "board" da Corticeira Amorim traduz um aumento de três cêntimos face ao dividendo ordinário pago no ano passado e quase o dobro do registado nos três anos anteriores, sendo que antes havia a tradição de distribuir 18,5 cêntimos por ação, como aconteceu em 2017, 2018, 2019 e 2020.
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A administração da Corticeira Amorim decidiu, assim, aumentar o dividendo a pagar por conta dos resultados obtidos em 2025, apesar de a empresa ter fechado o último exercício com menos 20,3% de lucros face aos 79,7 milhões obtidos no ano anterior.
Entretanto, após três anos de retoma de uma tradição, iniciada em 2012, de pagar um dividendo intercalar de nove cêntimos aos acionistas, que foi apenas interrompida em 2020, a Corticeira Amorim decidiu há um ano suspender essa prática, mantendo este ano a decisão de não distribuir qualquer dividendo extraordinário, pelo que o "board" timbrou a proposta dos 35 cêntimos como pagamento único.
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