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Direção reeleita da AISET reclama mais fundos comunitários para Setúbal

Nuno Maia, que vai continuar à frente da Associação da Indústria da Península de Setúbal, assume como objetivo do novo mandato fazer com que a região volte a ser elegível para beneficiar dos fundos comunitários.

Sara Matos
Lusa 26 de Março de 2021 às 14:49
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O reforço da intervenção da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET), para que a região volte a beneficiar dos fundos comunitários, é o principal objetivo da direção liderada por Nuno Maia, reeleita na quinta-feira.


"Um dos nossos objetivos neste novo mandato de três anos é fazer com que a Península de Setúbal volte a ser elegível para beneficiar dos fundos comunitários e não continue a ser fortemente prejudicada, pelo facto de estar inserida na região da Grande Lisboa", disse esta sexta-feira o diretor-geral reeleito, Nuno Maia, à agência Lusa.

 

A recuperação da economia regional, muito atingida pela pandemia, é outra prioridade da AISET, que considera fundamental que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tenha larga aplicação na Península de Setúbal.

Nuno Maia salientou ainda a entrada de dois novos associados para a AISET, a farmacêutica Hovione, com uma faturação anual de 155 milhões de euros, e da Ascenza, do setor agroquímico, que fatura 136 milhões de euros por ano.


A assembleia-geral eleitoral da AISET, realizada quinta-feira "online", reconduziu também os restantes elementos que já integravam a anterior direção: João Costa (ATEC), Jacinto Pereira (Baía do Tejo), Hélder Negrão (Dynasys) e Pedro Lagoa (Raporal).


No que respeita à assembleia-geral, o atual presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), Pedro Dominguinhos, assume a presidência daquele órgão, tendo a seu lado Leonor Freitas (Casa Ermelinda Freitas), Gonçalo Garret (AICEP Global Parques).


O Conselho Fiscal será constituído por Carvalho dos Santos, da Lisnave, Nuno Flores, da Introsys, e Maria Martins, da Lauak.


Em novembro do ano passado, a AISET e a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), que representa os nove municípios da Península de Setúbal (Almada, Alcochete, Barreiro, Palmela, Moita, Montijo, Seixal, Sesimbra e Setúbal) e ainda os municípios alentejanos de Alcácer do Sal e Santiago do Cacém, apelaram à concretização urgente da NUTS3-Península de Setúbal, para que a região não volte a ser prejudicada na atribuição de fundos comunitários.


NUTS é o acrónimo de Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos, sistema hierárquico de divisão do território criado pelo Eurostat para harmonização das estatísticas regionais dos vários países da União Europeia.


Este sistema hierárquico subdivide-se em NUTS1, NUTS2 e NUTS3, sendo que estas últimas (NUTS3) são unidades administrativas que correspondem a entidades intermunicipais. 


Empresas e autarquias da região de Setúbal lutam, desde 2013, pela reposição da NUTS3-Península de Setúbal, que dizem ter sido extinta por "critérios administrativos, que não atendem às necessidades e potencialidades do território" da Península de Setúbal.
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