Bosch Portugal baixa vendas para 2,2 mil milhões e efetivo para 5.900 trabalhadores
A multinacional alemã, que ainda há dois anos empregava mais de sete mil pessoas no nosso país e tinha fechado 2024 com uma faturação de 2,4 mil milhões de euros, baixou estes indicadores sobretudo devido à venda de um negócio que era corporizado pela unidade de Ovar.
Presente em Portugal há 115 anos, o grupo alemão Bosch tornou-se a quinta maior exportadora nacional, com um efetivo que chegou a ultrapassar os sete mil trabalhadores, à entrada de 2024, ano em que faturou mais de 2,4 mil milhões de euros, com operações em Aveiro, Ovar, Lisboa e Braga, onde está situada a maior fábrica do grupo na Península Ibérica e uma das maiores da Europa.
Entretanto, com a decisão da multinacional, em meados do ano passado, de vender o negócio de tecnologias de segurança e comunicações da divisão de “building technologies” à “private equity” germano-sueca Triton, incluindo a fábrica de Ovar, o grosso do efetivo e as vendas que esta unidade gerava saíram do perímetro da Bosch Portugal.
Resultado: o braço português da multinacional germânica fechou o exercício de 2025 com “vendas líquidas totais de 2,2 mil milhões de euros, incluindo a faturação de empresas não consolidadas e os fornecimentos internos às sociedades subsidiárias”, sendo que, “a 31 de dezembro de 2025, a empresa empregava mais de 5.900 pessoas no país”, revela a Bosch Portugal, em comunicado.
Com esta nota: O efetivo “representa um aumento de 3% em relação ao período homólogo se considerarmos, novamente, a exclusão dos colaboradores anteriormente afetos ao negócio da ‘building technologies em Ovar”.
“Este aumento do número de colaboradores nas diferentes localizações da Bosch em Portugal num momento em que a empresa atravessa um período de realinhamento estratégico, transmite uma mensagem forte. Demonstra a nossa confiança no talento português e reforça o papel estratégico que a nossa equipa local terá no futuro sucesso da Bosch”, afirma González Pareja, presidente da Bosch em Portugal e Espanha.
De resto, “apesar de um ambiente global desafiante, de constrangimentos na cadeia de abastecimento de semicondutores, bem como de alterações estratégicas ao portefólio da empresa, a Bosch manteve um desempenho sólido em Portugal”, afiançou o mesmo gestor, considerando que “estes resultados sublinham o forte compromisso da Bosch com o país”, onde diz que o grupo continua “a desenvolver e a produzir tecnologias-chave” para o seu negócio global.
“A dedicação, a especialização e o excelente desempenho dos nossos colaboradores em Portugal têm sido determinantes para atrair novos negócios e novas equipas para o país”, sublinha.
A nível global, a Bosch fechou 2025 com uma faturação de 91 mil milhões de euros, ligeiramente acima dos 90,3 mil milhões registados no ano anterior, e aproximadamente 412 mil trabalhadores.