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Carlyle estuda venda da Logoplaste em negócio de mais de mil milhões de euros

O fundo de private equity pode avançar já depois do verão para a venda da posição na Logoplaste, num negócio que pode avaliar a companhia portuguesa em mais de mil milhões de euros.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Agosto de 2020 às 19:13
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Quatro anos depois de ter entrado na portuguesa Logoplaste, o Carlyle Group está agora a estudar várias opções em cima da mesa sobre o futuro da sua posição no capital da firma de fabrico de embalagens plásticas.

A notícia foi avançada hoje pela Bloomberg, dando conta que entre as opções que estão a ser analisadas pelo fundo norte-americano está a venda da participação que avaliará a companhia portuguesa em mais de mil milhões de euros.

Segundo a agência de notícias norte-americana, o Carlyle contratou o Barclays e o Goldman Sachs como assessores financeiros desta operação, sendo que o processo de venda poderá ser desencadeado depois do verão.

O fundo norte-americano entrou no capital da Logoplaste em 2016, numa operação que avaliou a companhia portuguesa que fabrica embalagens de produtos como champôs, refrigerantes e manteigas em 660 milhões de euros. Nunca foi oficial a posição adquirida pela Carlyle nem a detida atualmente, mas as notícias de 2016 referem que o fundo de private equity comprou 50% do capital, ficando os outros 50% nas mãos dos acionistas que antes controlavam 100%.

Calculo que dentro de dois ou três anos a Carlyle saia da Logoplaste

Filipe de Botton em entrevista ao Negócios em 2019

Fundada em 1976 por Marcel de Botton, a Logoplaste faturou mais de 500 milhões de euros em 2019, através das 64 fábricas detidas em 16 países, onde emprega mais de 2.300 trabalhadores. A empresa liderada por Filipe de Botton (é o presidente do conselho de administração) tem atualmente 36 clientes, entre eles alguns dos maiores fabricantes de produtos de consumo do mundo, como a Kraft, Procter & Gamble e a Diageo.

A Bloomberg acrescenta que a potencial venda da Logoplaste deverá atrair o interesse de outras companhias do setor das embalagens, mas também de fundos de private equity como a Carlyle. O objetivo da empresa portuguesa, diz a agência, passa por prosseguir o seu processo de expansão, até através de aquisições, qualquer que seja o seu futuro acionista.

O último grande investimento da marca nacional, que ascendeu a cerca de 170 milhões de euros, foi realizado na construção da maior fábrica de embalagens do mundo em West Virginia, nos Estados Unidos, criada em parceria com a Proter & Gamble.

A agência acrescenta que a pandemia levou as firmas de private equity a acelerarem o desinvestimento de negócios maduros e com resultados mais seguros, de modo a remunerar os seus investidores.

Numa entrevista ao Negócios no ano passado, Filipe de Botton já antecipava a saída da Carlyle, mas não para já. "Como sabe, os fundos de private equity ficam tipicamente 4 ou 5 anos nas empresas. Esta é uma parceria que está a correr muito bem, está a dar bons frutos. Calculo que dentro de dois ou três anos a Carlyle saia da Logoplaste", disse Botton na entrevista.

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